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- Publicada em 03h00min, 23/09/2019. Atualizada em 03h00min, 23/09/2019.

Crédito imobiliário para os endinheirados

Instituições estudam lançar linhas corrigidas pelo IPCA de olho em média e alta rendas

Instituições estudam lançar linhas corrigidas pelo IPCA de olho em média e alta rendas


JCOMP VIA FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Bancos privados estudam lançar linhas de crédito imobiliário corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de olho no público de média e alta rendas. Tanto Itaú Unibanco quanto Bradesco preparam o lançamento para breve, na contramão da concorrente Caixa Econômica Federal, que ofereceu a modalidade para o público em geral com o apelo de uma prestação inicial de 30% a 50% menor que as linhas tradicionais.
Bancos privados estudam lançar linhas de crédito imobiliário corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de olho no público de média e alta rendas. Tanto Itaú Unibanco quanto Bradesco preparam o lançamento para breve, na contramão da concorrente Caixa Econômica Federal, que ofereceu a modalidade para o público em geral com o apelo de uma prestação inicial de 30% a 50% menor que as linhas tradicionais.
Os bancos privados miram clientes com capacidade de quitar o financiamento diante de um eventual repique da inflação. De olho em pessoas de média e alta renda, essas instituições avaliam conceder linhas mais curtas do que os tradicionais financiamentos imobiliários com base na taxa referencial (TR), que chegam até 30 anos.
O Bradesco estuda uma linha de crédito imobiliário com lastro no IPCA com prazos entre cinco e 10 anos, conforme o diretor de empréstimos e financiamentos do banco, Leandro Diniz. "O IPCA é mais uma fonte de indexador, mas não é para todo mundo. Precisamos olhar um pouco a renda, um público específico e um prazo mais curto. Será um componente e não a solução de funding do mercado imobiliário no Brasil."
O Itaú Unibanco também mira o público de alta renda na questão do crédito com IPCA, conforme a diretora de crédito imobiliário da instituição, Cristiane Magalhães. O banco quer lançar uma modalidade com prazo menor, mas os detalhes do novo produto ainda estão em análise.
"Queremos ter o produto e vamos lançá-lo, mas buscamos a melhor forma e uma solução para nossos clientes", afirmou, acrescentando que no público de alta renda o apelo da prestação menor não é tão grande, por exemplo.
O alvo dos privados difere do que tem tomado crédito com IPCA na Caixa. De acordo com o presidente do banco público, Pedro Guimarães, os clientes que têm demandado a modalidade são para a compra de imóveis com valor entre R$ 250 mil e R$ 300 mil. "É o perfil da Caixa. A redução da mensalidade de 30% a 40% tem impacto muito grande justamente naquela população do faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, que não existe", afirmou Guimarães, referindo-se às famílias com renda acima do limite do programa e que, por conta disso, não conseguem comprar imóveis com os benefícios.
A Caixa já emprestou R$ 200 milhões em menos de um mês da nova modalidade e tem outros R$ 600 milhões encaminhados para contratação. No total, a Caixa já registra 2,5 milhões de simulações para crédito imobiliário com IPCA e quase R$ 5 bilhões em limites pré-aprovados, considerando dados até o dia 12.
A Caixa deu passo além e iniciou uma linha indexada ao IPCA para o crédito associativo, aquele no qual o imóvel é financiado ainda na planta. Do lado do comprometimento de renda com o crédito imobiliário com IPCA, há consenso entre bancos públicos e privados. Tanto a Caixa quanto os bancos privados trabalham com o porcentual de até 20%, abaixo dos 30% dos financiamentos com base na TR em uma postura preventiva quanto a riscos de aumento da inadimplência em períodos de alta da inflação.
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