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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de setembro de 2019.
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Empresas & Negócios

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Com a Palavra

Edição impressa de 02/09/2019. Alterada em 02/09 às 08h29min

Divine quer triplicar produção com foco na qualidade do cacau

'Entre os ingredientes, há muito carinho e cuidado', garante José Inácio Turatti

'Entre os ingredientes, há muito carinho e cuidado', garante José Inácio Turatti


MARCO QUINTANA/JC
Cristine Pires
Tecnologia, inovação e gestão de pessoas - além do cacau, é claro - não são as únicas matérias-primas que fizeram a Divine ocupar um lugar de destaque no cenário mundial de chocolates. Em outubro do ano passado, a empresa de Encantado (RS) recebeu, em Dubai, na feira Yummex, o prêmio de melhor chocolate inovador, concorrendo com 333 empresas de 111 países - incluindo Bélgica e Suíça, os mais tradicionais produtores globais de chocolate. "Entre os ingredientes, há muito carinho e cuidado", garante o administrador de empresas José Inácio Turatti, gerente financeiro e proprietário da companhia.
Tecnologia, inovação e gestão de pessoas - além do cacau, é claro - não são as únicas matérias-primas que fizeram a Divine ocupar um lugar de destaque no cenário mundial de chocolates. Em outubro do ano passado, a empresa de Encantado (RS) recebeu, em Dubai, na feira Yummex, o prêmio de melhor chocolate inovador, concorrendo com 333 empresas de 111 países - incluindo Bélgica e Suíça, os mais tradicionais produtores globais de chocolate. "Entre os ingredientes, há muito carinho e cuidado", garante o administrador de empresas José Inácio Turatti, gerente financeiro e proprietário da companhia.
Apaixonado pelo produto que passou a produzir, Turatti aproveita as viagens que faz para conhecer novas culturas como forma também de apreciar chocolates inovadores. "Isso, de preferência, acompanhado de boas companhias, boas risadas e histórias", diz. A Divine Chocolates possui, aproximadamente, 4 mil metros quadrados, com projeto de expansão de mais 4,8 mil m² de área fabril. Também planeja uma nova sede administrativa de 2,4 mil m². Com a ampliação, quer triplicar a capacidade produtiva da indústria, podendo produzir até 21 toneladas por dia. Atualmente, a equipe da Divine está composta por mais de 100 funcionários diretos.
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JC Empresas & Negócios - Por que a fabricação de chocolate era um sonho da família Turatti?
José Inácio Turatti - Pelo fato de a minha família já viver a experiência com indústria de alimentos por mais de 30 anos, o instinto empreendedor provocava o interesse em buscar um novo desafio. Foi então que, em 2009, surgiu o interesse em conhecer o mercado de chocolates pela família ser apaixonada por esse produto.
Empresas & Negócios - Em 2009, a família foi em busca de conhecimento e de ingredientes ideais. Quais foram as descobertas mais importantes no processo?
Turatti - Meus pais fizeram uma viagem para o Espírito Santo para conhecer equipamentos, tecnologias, plantações de cacau e compreender o complexo mundo do chocolate. Após muitas experiências vividas na viagem, retornaram com muita energia e decididos que a escolha pelo chocolate seria o caminho correto. O maior segredo é que o cacau possui uma infinidade de variações conforme sua região produtiva, alterando entre acidez, sabor frutal e outras peculiaridades. Ao longo destes sete anos, a família, junto com o setor de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), trabalhou e continua cada vez mais rigorosa em busca do cacau ideal para se produzir um chocolate de verdade.
Empresas & Negócios - Quais são os desafios de ser um fabricante de chocolate fora do eixo mais tradicional do Estado, que é Gramado e Canela?
Turatti - A Divine Chocolates sempre teve como objetivo ser uma marca gaúcha que seja reconhecida como tal, embora não tenha foco comercial apenas regional, mas sim atender de forma nacional e internacional.
Empresas & Negócios - A Divine trabalha com tecnologia, inovação e gestão de pessoas. Quais são as estratégias e os diferenciais nessas áreas?
Turatti - A empresa se propõe a produzir um chocolate de verdade, ou seja, seguimos as regras antigas de produção, na qual, para ser considerado chocolate, deve ser composto apenas por derivados de cacau. Hoje, a legislação brasileira já liberou uso de gorduras alternativas. A Divine também busca trabalhar com percentuais de cacau acima da média do mercado, proporcionando um produto de extrema qualidade e sabor inigualável. A busca por atender consumidores com paladares mais exigentes e com restrições alimentares - como diabéticos, intolerantes à lactose, celíacos e veganos - faz com que a marca se preocupe cada vez mais em produzir com excelência. Contamos com um time de colaboradores com capacidade técnica, experiência, proatividade e em constante atualização e busca por inovação, sempre contando com o incentivo da empresa.
Empresas & Negócios - Em menos de 10 anos de atuação, a Divine tem distribuição para toda a Região Sul e parte do Sudeste e do Nordeste, além de clientes no Uruguai e na Argentina. Essa era uma expansão planejada ou superou as expectativas iniciais?
Turatti - A empresa está sempre em busca de crescimento e oportunidades de expansão. Para os próximos anos, temos por objetivo atender a todos os estados do Brasil e também ampliar a participação no mercado internacional.
Empresas & Negócios - A Divine tem três lojas próprias. Qual o motivo dessa opção? Há previsão de novas lojas ou franquia?
Turatti - Atualmente, possuímos uma loja junto à fábrica, na cidade de Encantado, uma loja na cidade de Lajeado e outra em Balneário Camboriú (SC). As lojas possuem um objetivo estratégico de criar uma experiência única com a marca, tendo um espaço com diversas opções de presentes, como também para um momento de pausa para um bom café com chocolate. No momento, a empresa não tem perspectivas de novas lojas.
Empresas & Negócios - Como foi o trabalho para ultrapassar as fronteiras e chegar ao Uruguai e à Argentina?
Turatti - A Divine vem constantemente participando de feiras internacionais, sendo as tradicionais ISM, na Alemanha, e Yummex, em Dubai. As feiras, além de proporcionarem a exposição da marca e dos produtos, promovem o relacionamento com novos clientes e consumidores. A empresa também conta com um parceiro na área de exportação que é responsável por desenvolver o mercado internacional. A Divine ainda está em um processo inicial de exportação, pois, para começar a vender para outros países, é necessário estar de acordo com as normas e exigências dos importadores.
Empresas & Negócios - A linha de produtos da Divine é bem diversificada. Os produtos são pensados de acordo com os mercados atendidos?
Turatti - A Divine coloca-se com empatia na relação com seus consumidores. Receber um elogio de um celíaco, de um intolerante à lactose ou de um diabético dizendo que teve o prazer e a satisfação de consumidor um delicioso chocolate proporciona a toda equipe Divine a mesma sensação. Sempre que recebemos esses elogios, compartilhamos entre nossa equipe para motivarmos a buscar mercados inovadores. Como exemplo, citamos um caso de uma mãe emocionada que nos escreveu dizendo que, por anos, se frustrou por não poder comprar um ovo de Páscoa para seu filho e, após conhecer a Divine, pôde realizar um dos seus sonhos como também o do seu filho, vivendo uma Páscoa completa.
Empresas & Negócios - O chocolate brasileiro faz frente a países que são fabricantes tradicionais, como Bélgica e Suíça?
Turatti - Com certeza. Podemos citar a mais recente premiação que recebemos neste ano, em Dubai, na feira Yummex. Naquele momento, competimos com 333 empresas de 111 países, incluindo Bélgica e Suíça, e trouxemos, pela primeira vez ao Brasil, o prêmio de melhor chocolate inovador. Também podemos citar que, na Bélgica e na Suíça, não há produção de cacau, e o Brasil é um dos grandes fornecedores para eles. Por que não fazermos e termos orgulho de sermos uma marca daqui com a mesma ou superior qualidade dos países reconhecidos pelos melhores chocolates? Este é o grande desafio e o objetivo da Divine.
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