Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 01 de abril de 2019.
Dia da Mentira.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

COMENTAR | CORRIGIR

Finanças

Edição impressa de 01/04/2019. Alterada em 01/04 às 03h00min

Falta preparo para despesa inesperada

Apenas quatro em cada 10 brasileiros conseguem gerir contas fora do orçamento

Apenas quatro em cada 10 brasileiros conseguem gerir contas fora do orçamento


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
De cada 10 brasileiros, apenas quatro são capazes de arcar com uma despesa inesperada equivalente ao seu ganho mensal, sem fazer um empréstimo ou pedir dinheiro a amigos ou parentes. Esta é uma das conclusões da pesquisa "Preparo do brasileiro para o futuro e imprevistos", feita pelo Banco Central (BC), pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Conforme a pesquisa, somente 42,1% dos entrevistados se declararam capazes de enfrentar um imprevisto sem recorrer a um empréstimo ou pedir a ajuda de terceiros. Para 39,5%, isso não seria possível. Outros 18,4% não souberam responder.
Os números revelam ainda que a dificuldade é maior entre as classes mais baixas. Nos extratos C, D e E, 41,1% se declararam capazes de arcar com uma despesa inesperada, enquanto outros 41,0% disseram que isso não seria possível. Nas classes A e B, os percentuais são de 45,9% e 34,0%, respectivamente.
As pessoas mais velhas também têm maiores dificuldades. Na faixa acima dos 55 anos, apenas 28,1% podem fazer frente a despesas inesperadas sem recorrer a terceiros ou aos bancos, enquanto 48,3% disseram que isso não é possível. Na faixa entre 18 e 34 anos, os percentuais são de 48,9% e 32,9%, nesta ordem.
A pesquisa do BC, da CNDL e do SPC Brasil mostrou ainda que, em caso de dificuldade financeira, o brasileiro conseguiria manter seu padrão de vida por até cinco meses, em média. Entre os entrevistados, 26,5% disseram ser possível manter o padrão por entre um e três meses, enquanto apenas 9,5% disseram ser possível fazer isso por mais de 12 meses.
No caso de um imprevisto que alterasse a vida financeira - como a diminuição da renda, por exemplo - 46,6% disseram que cortariam despesas e gastos desnecessários. Outros 33,2% fariam um diagnóstico financeiro para, depois, decidir o que fazer.
"É preciso entender que, em certas situações emergenciais, nem mesmo cortar gastos poderá ser suficiente para resolver o problema", avaliou, na pesquisa, o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli. "Constituir uma reserva financeira é fundamental em qualquer etapa da vida, pois imprevistos podem acontecer a qualquer momento. A dica é ter disciplina e fazer um esforço para começar, mesmo que seja com um valor pequeno; basta garantir que essa quantia não atrapalhe a gestão do orçamento mensal e o pagamento das despesas básicas."
A pesquisa mostrou ainda que seis em cada 10 brasileiros não fazem nenhum preparo para a aposentadoria. Entre as classes C, D e E, a ausência de preparo atinge 62,2% das pessoas. No extrato A e B, o percentual é de 45,1%. Entre os motivos para a falta de planejamento estão o fato de não sobrar dinheiro no orçamento (35,9%) e o desemprego (18,1%).
Entre os que estão se preparando, 42,1% esperam se sustentar na aposentadoria por meio de investimentos. Outros 36,8% disseram que pretendem continuar a trabalhar, enquanto 34,9% esperam por uma pensão do INSS. Para 15,9%, a renda no fim da vida virá de parentes ou cônjuges.
"Tudo indica que a Previdência passará por mudanças profundas nos próximos anos, já que a condição atual se mostra economicamente insustentável. O governo e a sociedade terão de lidar com a questão, mas, seja qual for o resultado das discussões no Congresso, será cada vez mais difícil contar apenas com a aposentadoria concedida pela União", avaliou economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. "É fundamental começar a pensar numa complementação quando a pessoa ainda é jovem e não apenas quando se aproxima a hora de parar de trabalhar." A pesquisa foi feita com base em 804 entrevistas com pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais e estados. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, em um intervalo de confiança de 95%.
 
leia mais notícias de Empresas & Negócios
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia