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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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mercado de capitais

Edição impressa de 25/03/2019. Alterada em 25/03 às 01h00min

Ações de utilities têm bom potencial

Papéis de companhias de energia elétrica e saneamento estão em alta

Papéis de companhias de energia elétrica e saneamento estão em alta


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Há otimismo em relação ao desempenho das ações do setor conhecido como utilities, que abarca as empresas de serviços públicos como energia e saneamento básico. Segundo analistas, a perspectiva positiva se justifica com possíveis privatizações, já que o segmento tem alta participação de estatais, e também pela retomada da atividade econômica, que deve beneficiar principalmente o setor de energia.
Para Sabrina Cassiano, analista da Coinvalores, a economia é o principal fator que justifica o otimismo com o segmento de serviços públicos, com início de uma recuperação no consumo. Ela cita ainda as condições climáticas, importantes para as empresas de energia elétrica, e que estão mais favoráveis. "Além disso, a tendência também é positiva em termos regulatórios, com menor risco de ingerência política, e com a possibilidade de novas privatizações", completa a analista. As ações preferidas da Coinvalores nesse setor são Engie ON e Alupar Unit.
Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, lembra que o setor de utilities concentra boa parte das estatais negociadas na B3, e a posse do presidente Jair Bolsonaro e dos novos governadores impulsionou o valor das ações neste começo de 2019, principalmente pela expectativa de privatizações. "Os múltiplos estavam e continuam defasados por incertezas e agora acabaram mostrando um movimento de recuperação. Já no caso das transmissoras de energia, que se apresentam como boas pagadoras de dividendos, a expectativa segue positiva para um viés de recuperação da economia doméstica", diz Galdi. Dentro do segmento, a Mirae tem recomendação de compra para AES Tietê Unit e Eneva ON.
O analista da Nova Futura Investimentos Alexandre Faturi lembra que o setor de utilities no Brasil sempre esteve intrinsecamente ligado ao setor público. "Diante das intenções em privatizar diversas empresas, grande parte da valorização na carteira teórica de utilidade pública pode ser explicada pela agenda de reformas do governo", explica.
Faturi ressalta que outro fator relevante é a nova metodologia do WACC (Custo Médio de Capital Ponderado) para o segmento de geração e transmissão de energia, proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "A nova metodologia deve tornar mais previsível a lucratividade das empresas desses segmentos." O analista lembra que Engie Brasil ON, Energisa Unit, Sabesp ON e Cemig PN são as ações preferidas.
Em relação às carteiras recomendadas, na última semana a Socopa retirou Hypera ON da sua carteira e inseriu Usiminas PNA. A Terra Investimentos retirou Usiminas PNA e colocou Klabin Unit em sua carteira.
A Modalmais manteve somente Itaú Unibanco PN em relação à carteira anterior, retirando Petrobrás PN, Vale ON, B2W ON e IRB ON. Foram incluídas Usiminas PNA, Bradesco PN, Lojas Renner ON e Ultrapar ON.
A Nova Futura trocou toda a carteira, retirando Minerva ON, Ambev ON, Light ON, Ser Educacional ON e RD ON. Entraram Bradesco PN, Cosan ON, Gerdau PN, Petrobras PN e Weg ON.
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