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Empresas & Negócios

- Publicada em 18 de Fevereiro de 2019 às 01:00

PlayKids leva plataforma de streaming a 187 países

A PlayKids é o segundo app mais rentável do mundo no segmento infantil

A PlayKids é o segundo app mais rentável do mundo no segmento infantil


PLAYKIDS/DIVULGAÇÃO/JC
Pedro Carrizo
Em tempos digitais, não é tarefa fácil entreter ou educar uma criança sem a ‘mãozinha’ da tecnologia. Com a força da internet e dos dispositivos que captam sua grandeza, surgem ferramentas para atrair a atenção das crianças, abrandando (supostamente) a responsabilidade dos pais. Porém, qual a medida para que a relação de crianças com o virtual seja saudável? E como controlar o conteúdo que os pequenos assistem, identificando o que é didático e o que não é?
Em tempos digitais, não é tarefa fácil entreter ou educar uma criança sem a ‘mãozinha’ da tecnologia. Com a força da internet e dos dispositivos que captam sua grandeza, surgem ferramentas para atrair a atenção das crianças, abrandando (supostamente) a responsabilidade dos pais. Porém, qual a medida para que a relação de crianças com o virtual seja saudável? E como controlar o conteúdo que os pequenos assistem, identificando o que é didático e o que não é?
Atualmente, serviços de conteúdo on demand podem ser considerados portos seguros na imensidão da web, em razão de uma curadoria mais apurada que esses serviços possuem. Plataformas como Amazon e Netflix já dispõem seções infantis em seu catálogo. A Disney também irá lançar seu streaming neste ano, um dos mais aguardados de 2019. Todas elas apostando em conteúdos infanto-juvenis. Porém, foi o Brasil que saiu na dianteira dessa corrida.
A PlayKids, empresa de conteúdo on demand fundada em 2013, lançou sua plataforma em terras tupiniquins e nos Estados Unidos, simultaneamente, há seis anos, e foi galgando novos territórios a partir de então. Mais de 185 países usam os serviços da empresa atualmente, sendo que em 40 deles ela é líder do segmento infantil. Além disso, diversos pacotes mesclam o online e off-line, fazendo o conteúdo interativo da tela complementar livros e joguinhos físicos. Segundo a Apple, a PlayKids está entre os dois apps mais rentáveis do mundo na categoria criança.
Guilherme Martins, CEO da PlayKids, diz que a empresa nasceu como um ataque à falta de plataformas on demand no Brasil, que há seis anos praticamente inexistiam.
JC Empresas & Negócios - Porque a PlayKids foi cruzar fronteiras antes mesmo do streaming se tornar popular no Brasil?
Guilherme Martins – O aplicativo já nasceu para ser internacional, foi pensado assim desde o princípio. Entendemos que as crianças, seja no Brasil ou no México, na Colômbia ou na Índia, têm a mesma necessidade, que é se divertir e consumir conteúdo de qualidade. E os país também preocupações similares em qualquer parte do mundo, uma delas é não expor seus filhos a conteúdos impróprios. Neste sentido, a PlayKids, desde o princípio, buscou se adequar às culturas dos outros países tendo como pilar essa relação de pais e filhos. Além do mais, quando fizemos o lançamento simultâneo no Brasil e nos EUA, já estávamos pensando nas negociações de conteúdo. Ao todo foram mais de 5 milhões de downloads no país norte-americano, o que significa que a PlayKids está cumprindo a sua missão de levar conteúdos originais, com produção nacional, para rodar o mundo.
Empresas & Negócios - No que se refere ao mercado e ao conteúdo, qual foi o maior desafio da PlayKids rumo à globalização?
Martins - Nos dois quesitos, a nossa maior dificuldade foi com o mercado chinês. O conteúdo dos vídeos na China é totalmente diferente do que é vendido no continente americano e europeu. Vão desde as cores, os tipos de personagens, as histórias e até o layout do aplicativo. Tudo é bem diferente. Já na questão da forma de consumir, o chinês também tem suas peculiaridades. O modelo de assinaturas, por exemplo, não tem grande penetração. Eles preferem pagar pelo serviço uma vez ao invés de assinar o produto e pagar pequenas parcelas mensais. Todas essas adequações foram necessárias para nos estabilizarmos na China. Além dela, Japão e Índia também são mercados complexos.
Empresas & Negócios - E como os pais podem ser protagonistas no controle do que seus filhos consomem?
Martins – Trabalhamos muito com a otimização do aplicativo, desde a renovação de conteúdo até parte de comunicação aos pais. O app tem uma extensão que informa aos responsáveis o que criança está usando e de que forma está usando. A partir de algoritmos que tipificam a criança pela idade, país, pelo tempo que fica no app e o pelo que ela mais assiste, conseguimos entender até quando é saudável esse consumo. Inclusive, tem situações que mandamos alertas para os pais ou educadores. Lançamos uma atividade no ano passado e analisamos que um usuário ficou cerca cinco horas conectado à ela. A gente comunicou aos pais porque entendemos que aquilo não era saudável. Por isso, os pais são partes fundamentais no aplicativo.
Empresas & Negócios - Quando ferramentas offline passaram a complementar o serviço de Streaming e qual a importância delas para os serviços da PlayKids?
Martins - Começou em 2016, quando trouxemos a Leiturinha, empresa de assinatura de livros infantis, na qual eu sou um dos fundadores, para dentro da PlayKids. Esse investimento fez bastante sentido na época porque além da Leiturinha crescer muito, também criamos um produto que é um hibrido, chamado PlayKids Explorer. Nesse pacote por assinatura, a criança cria um avatar exclusivo, em que ela escolhe como será seu nome, seu cabelo, suas roupas e depois recebe um box físico com produtos 100% personalizados. Por exemplo, o avatar do usuário vira o protagonista de um livrinho; torna-se parte ativa de uma história só dela. Chamamos o pacote de híbrido porque ele trabalha também com o conceito de realidade aumentada, através de cartões físicos que usam a tecnologia QR CODE, em que a criança aponta a câmera para esse card e da lá sai uma interação. Aí vem a conexão do mundo off-line e online.
Empresas & Negócios - Qual a função do pacote híbrido no relacionamento das famílias?
Martins - O plano híbrido traz um reforço positivo para a criança, que está se olhando como alguém importante, desenvolvendo valores fundamentais, que é a toda a parte psicoemocional do usuário, fazendo com que ele entenda seu valor. Por outro lado, ele é um incentivo à leitura, o que por si só já é muito importante. Principalmente no Brasil, onde PlayKids Explorer é bastante acessado e os níveis de analfabetismo funcional são alarmantes. A gente pensava que esse produto iria vender só para pais que já fossem leitores ou que gostassem de ler, e por isso as crianças também leriam. Mas na verdade, os pais não leitores também desejam que seus filhos leiam. É um experiência positiva, que reuni a família através da leitura, mas também tendo a tecnologia presente em todo o processo.
Empresas & Negócios - Qual a aposta da empresa para 2019?
Martins - Para este ano, vamos buscar consolidar ainda mais o mercado brasileiro de serviço offline e expandir esse serviço para outros países, mesmo que seja um grande desafio no quesito logística e estoque. Mesmo a PlayKids tendo uma atuação internacional, o Brasil representa 30% do faturamento dos três produtos (PlayKids, PlayKids Explorer e Leiturinha), por isso investir aqui ainda é muito válido. Além disso, pretendemos alcançar crianças mais velhas, apostando no público infanto-juvenil, mantendo o foco em conteúdos educacionais.
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