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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Opinião

Edição impressa de 24/12/2018. Alterada em 24/12 às 01h00min

O planejamento financeiro antes de abrir a empresa

Sérgio Tavares, Diretor da STavares Consultoria Financeira, com MBA em Gestão Econômica e Financeira de Empresas pela FGV (RJ) - divulgação  STavares Consultoria Financeira

Sérgio Tavares, Diretor da STavares Consultoria Financeira, com MBA em Gestão Econômica e Financeira de Empresas pela FGV (RJ) - divulgação STavares Consultoria Financeira


/STAVARES CONSULTORIA FINANCEIRA/DIVULGAÇÃO/JC
Sérgio Tavares
O planejamento estratégico deve abranger todos os investimentos de curto e longo prazo, incluindo o custo de implantação de projetos, o quanto eles irão gerar de receita para a companhia e qual será o prazo necessário para a implantação, de modo que possa ser analisado se este prazo é viável, conforme os recursos financeiros disponíveis na empresa.
Para a conclusão do orçamento, é preciso também estimar a geração de receita para os próximos anos, com um estudo detalhado de reajuste de preços e demanda/comportamento do seu setor de atuação, além de fatores externos, como situação econômica, concorrência, evolução tecnológica, entre outros.
Por fim, é preciso projetar todos os custos fixos, variáveis e as despesas operacionais, ou seja, aquelas que são fundamentais para a concretização e continuidade do negócio, como gastos com funcionários/colaboradores, despesas administrativas, impostos e outros.
A consolidação deste planejamento é muito importante para o gestor da empresa, pois possibilita analisar, após a geração do fluxo de caixa e da DRE, se a empresa tem uma boa perspectiva financeira futura e se a chance de crescer é factível. Ou seja, é possível prever se nos próximos anos a geração de receita será suficiente para arcar com todos os custos e as despesas, gerar lucro e ainda remunerar o acionista que aportou recursos financeiros e quer o seu retorno sobre o investimento.
Após a finalização do planejamento, o gestor deve verificar mensalmente se a projeção orçamentária, de fato, se traduziu no fluxo de caixa. Ou seja, se o previsto realmente foi realizado. Além disso, é importante analisar todos os desvios, para entender se a empresa está seguindo o rumo certo ou não. Finalmente, com a contabilização de toda a operação da empresa, o gestor poderá constatar, através de indicadores econômico-financeiros, se a companhia está em boa situação, se o prognóstico futuro é positivo e se ela vai crescer de forma sustentável.
Estes indicadores ajudam o gestor a verificar, por exemplo, se a empresa tem saúde financeira para arcar com todos os custos e despesas no curto e no longo prazo; se o grau atual de endividamento da empresa não demanda a captação de novos recursos e empréstimos de terceiros, o que aumenta o risco operacional; e se a taxa de rentabilidade da empresa está em linha com o esperado pelos acionistas.
Como podemos ver, saber lidar com todos os aspectos financeiros que giram em torno de uma empresa é determinante para sua gestão. É imprescindível entender o negócio com um jogo, que pode sofrer alterações e viradas a qualquer momento. Daí a importância de ter este planejamento minucioso. Caso haja imprevistos, a companhia estará preparada para mudar de estratégia e impedir uma possível crise.
Diretor da STavares Consultoria Financeira, com MBA em Gestão Econômica e Financeira de Empresas pela FGV (RJ)
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