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Porto Alegre, sábado, 04 de agosto de 2018.
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Empresas & Negócios

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Com a Palavra

Edição impressa de 30/07/2018. Alterada em 04/08 às 11h51min

PayPal aposta na migração dos pagamentos para o mundo on-line

Paula Paschoal, diretora geral do PayPal Brasil, fala do crescimento das transações pela internet no País

Paula Paschoal, diretora geral do PayPal Brasil, fala do crescimento das transações pela internet no País


PAYPAL/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
As novas tecnologias chegam com uma velocidade espantosa e, nos meios de pagamento, a migração do off-line para o on-line é uma certeza. O PayPal, veterano do Vale do Silício e gigante dos meios de pagamentos, reforça a sua posição apostando na oferta de soluções aderentes à transformação da experiência de consumo das pessoas. E é uma empresa e tanto, cujo valor estimado bate os US$ 100 bilhões. Mais de 10 milhões de estabelecimentos ao redor do mundo aceitam PayPal e, em 2017, realizou 7,6 bilhões de transações, das quais 2,7 bilhões (35%) por meio de dispositivos móveis. A companhia é líder em cross-borders - perto de das transações do PayPal dão-se entre fronteiras. São mais de 237 milhões de contas ativas - sendo 9 milhões de usuários na América Latina e 3,5 milhões no Brasil. À frente da companhia no País está Paula Paschoal, que está no PayPal desde o início da operação local e, em julho de 2017, assumiu como diretora-geral do PayPal Brasil. "Um dos focos da minha gestão é a diversidade. Acredito que ter pessoas diferentes dentro do time traz resultados mais criativos e completos", relata. Paula é casada, tem duas filhas e vive o desafio de conseguir equilibrar vida profissional e pessoal, tentando dar conta de tudo sem ser uma super mulher, comenta. Apaixonada por futebol, ela torce pelo São Paulo e esteve em Porto Alegre para a decisão da Libertadores, em 2006, contra o Internacional. "Sofri muito, fiquei arrasada, mas temos que lidar com as frustrações das coisas que estão fora do nosso alcance", comenta, lamentando que o seu time perdeu para o colorado.
Empresas & Negócios - O e-commerce é um dos segmentos que continua a crescer ano a ano, apesar da desaceleração do País. A que atribuir esse cenário?
Paula Paschoal - O segmento do comércio eletrônico, em que atuamos muito fortemente, é extremamente dinâmico. O Brasil, independente de todo o cenário macroeconômico, político ou de Copa do Mundo, ainda tem um potencial grande para crescer nessa área. Aqui, em média, 4% de todas as transações no varejo são feitas pela internet. Quando pensamos nos países mais desenvolvidos, que se anteciparam a esse movimento como a Inglaterra, Japão e Estados Unidos, esse índice é de 10% a 15%. Existe espaço grande de crescimento para as compras on-line pois temos um número altíssimo de usuários on-line e cada vez mais pessoas comprando por meio dos seus dispositivos móveis.
Empresas & Negócios - Como avaliar o uso de novas tecnologias, como o blockchain, nos meios de pagamentos?
Paula - Acreditamos que qualquer tecnologia que signifique mais segurança para os consumidores deve ser pensada com muita consideração. Mas antes de levantar bandeira e falar da revolução que algumas tecnologias poderão provocar, temos que analisar bem. O blockchain, por exemplo, tem um bom caminho a ser percorrido ainda antes de ser uma solução para uso em massa. Diversas iniciativas começam a surgir pelo mundo, inclusive de varejistas, para usar essa tecnologia para auxiliar na recuperação de sistemas ou antipirataria. Se será ou não bem sucedido ainda é muito difícil saber agora. Mas é uma tecnologia importante e o PayPal está analisando.
Empresas & Negócios - A segurança ainda é um receio das pessoas no hora de fazer compras on-line?
Paula - Sim, especialmente entre os brasileiros, que costumam ser mais desconfiados e ter muito receio de colocar os dados do seu cartão na internet. Um bom exemplo disso ainda é presença do boleto em muitas transações, ainda levando o consumidor do mundo on-line para o off-line. Temos trabalhado para quebrar esse paradigma, pois a verdade é que o comércio on-line é mais seguro que o off-line. Um ponto que nos ajuda nisso é a questão geracional, pois entre os consumidores mais jovens, das gerações Y e Z, esse índice de desconfiança cai. O PayPal trabalha muito forte com a questão da segurança, e está sempre pensando na gestão de riscos das duas partes que precisam efetuar pagamentos e não se conhecem. Qualquer experiência nossa passa por garantir que transação seja segura para quem compra e para quem vende. Os dados do seu cartão jamais são divididos com a loja e é o PayPal que fala "essa transação foi negada ou aprovada". O nosso sistema permite que você compre produtos em qualquer lugar do mundo e, caso não receba, a gente está do lado para garantir que tenha o dinheiro de volta ou o produto, e o mesmo vale para quem vende. Temos preocupação com o ecossistema todo.
Empresas & Negócios - A empresa tem uma área específica voltada para a inovação e uso das tecnologias emergentes para transformar a experiência de consumo?
Paula - Somos uma empresa de tecnologia que tem a inovação no seu DNA, então, todos os nossos times estão sempre vivendo e respirando inovação. Não há um grupo específico e, sim, um cenário em que esse tema perpassa todos os nossos projetos. As novas tecnologias, como Inteligência Artificial (AI), blockchain e outras, estão sempre sendo avaliadas. Estamos continuamente pensando quais são as tecnologias ideias para transformar a experiência de consumo. Esse é o grande desafio. Temos um exemplo claro nos últimos anos de como isso pode ser impactante, que é o dos aplicativos de mobilidade urbana. Há quatro anos, os brasileiros pegavam um táxi e só podiam pagar com dinheiro; agora as transações acontecem pelo aplicativo. É uma mudança que acontece por meio da tecnologia e que altera totalmente os hábitos dos consumidores.
Empresas & Negócios - Quais as próximas migrações do mundo off-line para o on-line que a PayPal está apostando?
Paula - Estamos trabalhando para estar presente nos segmentos que ainda não aceitam esse meio de pagamento, analisando as verticais que hoje fazem transações de formas tradicionais e tem potencial para migrar. Um foco esse ano são os postos de gasolina e já temos um projeto com a Shell. Cada bandeira poderá ter um aplicativo em que conseguirá oferecer experiências de pagamento aos consumidores por ali, sem que eles precisem esperar pela máquina e digitar senha. Eles fazem tudo sem ter a sensação de pagamento. Há alguns anos, isso já havia acontecido com as arenas de futebol e um case de sucesso no Rio Grande do Sul foi o do Grêmio. Quando inaugurou a Arena, eles nos escolheram como parceiros de pagamento, e assim tem sido até hoje. Todas as vendas de ingresso on-line são pelo nosso sistema. Depois disso, passamos a estar presentes em diversas outras arenas pelo Brasil. As mudanças estão acontecendo rápido demais, e isso é só o começo de todas as transformações que virão. No Brasil, a nossa meta é estar presente em todos os grandes e-commerce - hoje já estamos na grande maioria, como Netshoes, Magazine Luiza e Casas Bahia, mas queremos cobrir todas as possibilidades. Também temos olhado com muito carinho também para as startups e para microempreendedores.
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