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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a Palavra

Notícia da edição impressa de 09/07/2018. Alterada em 09/07 às 12h11min

Asun investe na modernização da rede de lojas

Diretor do grupo, Antonio Ortiz Romacho espera segundo semestre melhor que o primeiro

Diretor do grupo, Antonio Ortiz Romacho espera segundo semestre melhor que o primeiro


LUIZA PRADO/JC
Paulo Egídio
Com 30 lojas distribuídas entre a Região Metropolitana de Porto Alegre e o Litoral Norte, o grupo Asun se consolidou como um típico supermercado de bairro. Quinto lugar em faturamento pelo último ranking da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), com receita de R$ 614 milhões em 2017, a rede mantém o plano de abrir lojas, mesmo com uma economia adversa, garante o diretor Antonio Ortiz Romacho.
Em abril, a rede inaugurou um complexo em Canoas e, em novembro, abre a 31ª filial desta vez em Eldorado do Sul. Romacho, espanhol que chegou com a família nos anos de 1960 ao Estado para testar e construir a marca ligada ao varejo de bairro, revela que só não expande mais a rede por que está difícil encontrar mão de obra qualificada. 
Empresas & Negócios - Como surgiu o Asun?
Antonio Ortiz Romacho - Somos uma família espanhola. Chegamos no Brasil em 27 de junho de 1960. A gente começou com um armazém aberto no bairro Cavalhada, na Zona Sul de Porto Alegre, que depois virou supermercado e um dos primeiros no estilo atual, em que as pessoas entram e pegam os produtos. Em 1975, fomos para a praia, com uma loja em Quintão, no Litoral Norte. Em 1983, abrimos uma nova filial na Capital, desta vez na avenida Benjamin Constant, na Zona Norte. A empresa Asun surge, então, em 1989, com a matriz na Cavalhada. 
Empresas & Negócios - São quantas lojas no Estado?
Romacho - Temos 30 lojas, oito no Litoral e 22 na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). São 23 supermercados Asun, seis atacados Leve Mais e uma loja Festlar - um bazar que vende brinquedos e utilidades para o lar. O grupo todo tem 2.700 funcionários.
Empresas & Negócios - Em geral, 2017 foi um ano de baixo crescimento econômico. Como o Asun terminou o ano e como tem sido 2018?
Romacho - Estamos em um viés de recuperação. Por incrível que pareça, a maior fase de dificuldade para os supermercadistas está sendo este ano. Parece que as pessoas estão com menos dinheiro, com mais medo. O mercado está um pouco parado.
Empresas & Negócios - Mesmo assim, o Asun tem expandido.
Romacho - A gente projetou 2018 em 2015. Imaginamos que, neste ano, a crise já teria terminado e estaríamos abrindo lojas. Estamos abrindo porque foi um planejamento. Nos últimos anos, modernizei todas as filiais. Trocamos refrigeração e colocamos portas em todos os balcões para torná-los mais eficientes. Isso fez com que o resultado melhorasse.
Empresas & Negócios - Além da loja em Eldorado do Sul, há expectativa de investimentos?
Romacho - Isso é uma locomotiva, não para nunca. Estamos observando muitas lojas. E tem muita gente nos oferecendo pontos bons aqui em Porto Alegre. O que precisamos é de gente. Por incrível que pareça, existem muitas pessoas que não têm trabalho, mas boa parte não tem qualificação. Se tivesse mais 10 gerentes, poderia abrir mais umas três ou quatro lojas.
Empresas & Negócios - Já é possível medir os resultados da Asun Center Igara, que tem um perfil diferente do supermercado tradicional?
Romacho - Infelizmente, nem todo mundo pensa que nem eu. Temos 25 lojas em uma estrutura open mall e oito delas ainda estão vagas. Os investidores estão com medo de investir e contratar. A reforma trabalhista é de verdade? Será que as leis trabalhistas vão continuar? O Brasil está passando por uma fase de insegurança. Em seguida vêm as eleições, e acho que essa turbulência vai ter de parar.
Empresas & Negócios - O Asun mantém um perfil de supermercado de bairro. Quais são as vantagens disso na competição com redes maiores?
Romacho - Ter um supermercado de bairro significa que as pessoas vêm na minha loja todos os dias. Então tu te transformas em um amigo da pessoa. O mercado de bairro não tem um raio de atuação muito grande, mas tem um contato maior com as pessoas que o frequentam. Devemos dar atenção às pessoas. Não suporto ver alguém levando o carrinho de compras para o carro. Acho que nós temos que fazer isso. Quando uma senhora está na loja pegando produtos, temos que levar uma cestinha. Esse tipo de atendimento é o que as pessoas gostam e eu tento passar isso para eles (funcionários) porque é o que nos diferencia. Os preços estão muito parecidos. Se você não tiver um atendimento legal, não vai voltar para minha loja. As lojas que assumi do Nacional tinham esse problema, que a gente está revertendo com o tempo.
Empresas & Negócios - A compra do Walmart pelo Advent afeta o mercado gaúcho?
Romacho - Sempre que vem um player novo é uma incógnita. Já temos concorrentes maravilhosos, gente que sabe trabalhar muito bem. Vamos ver como vai ser a política de preços. Mas eles são um fundo de pensão, eles querem lucro. Todo mundo ali é um número, o que já me dá uma certa tranquilidade.
Empresas & Negócios - O que vai mudar nos próximos anos no súper de bairro com as novas tecnologias?
Romacho - O que mais trava a tecnologia nos supermercados é a segurança. Mas o caminho é de não ter mais ninguém atendendo. Nas 30 lojas, apenas em seis tem alguém fatiando (frios). Nos demais, só vendemos embalados. Já estou fazendo testes com check-outs eletrônicos na loja de Gravataí.
Empresas & Negócios - Como o senhor vê o cenário econômico para o segundo semestre?
Romacho - Acredito que vai melhorar. Nossa expectativa sempre é de um segundo semestre melhor. Tenho muitas lojas na praia e começo o ano bombando. Chega em março, abril e maio fico um pouco triste (risos), por isso vivo em função de verão. A expectativa é maravilhosa no crescimento de vendas. O Brasil está passando por uma fase bem grave de nossa história. É bom que isso melhore, mas tem que melhorar com democracia.
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