Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Agro

- Publicada em 05 de Abril de 2022 às 19:43

Novo secretário da Agricultura pretende facilitar a irrigação

Ex-dirigente ligado à Farsul, Domingos Velho Lopes quer propor desenvolvimento sustentável da atividade rural

Ex-dirigente ligado à Farsul, Domingos Velho Lopes quer propor desenvolvimento sustentável da atividade rural


ANDRESSA PUFAL/JC
Diego Nuñez
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Rio Grande do Sul tem um novo titular. Domingos Velho Lopes, até então vice-presidente da Farsul, assumiu o cargo com a missão de, em alguns meses, solucionar, ao menos em parte, um problema que afeta a agropecuária do Estado há décadas: a estiagem. Apesar de ter apenas nove meses até o final do atual governo, Lopes tem confiança de que é possível implementar mudanças permanentes ainda em 2022, atacando os gargalos que impedem a reservação de água e a irrigação das lavouras e, posteriormente, propondo alterações jurídicas e legislativas. O novo secretário da agricultura também pretende atuar de maneira sinérgica com a pasta do Meio Ambiente e propor um desenvolvimento sustentável no agronegócio através das atividades silvipastoris, além de efetivas a regulamentação e preservar o bioma pampa.
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Rio Grande do Sul tem um novo titular. Domingos Velho Lopes, até então vice-presidente da Farsul, assumiu o cargo com a missão de, em alguns meses, solucionar, ao menos em parte, um problema que afeta a agropecuária do Estado há décadas: a estiagem. Apesar de ter apenas nove meses até o final do atual governo, Lopes tem confiança de que é possível implementar mudanças permanentes ainda em 2022, atacando os gargalos que impedem a reservação de água e a irrigação das lavouras e, posteriormente, propondo alterações jurídicas e legislativas. O novo secretário da agricultura também pretende atuar de maneira sinérgica com a pasta do Meio Ambiente e propor um desenvolvimento sustentável no agronegócio através das atividades silvipastoris, além de efetivas a regulamentação e preservar o bioma pampa.
Jornal do Comércio - Quais serão os principais objetivos da gestão do senhor na Agricultura nestes últimos meses do governo?
Domingos Velho Lopes - Nossa intenção é seguir a base de governo e o trabalho que o governador Ranolfo (Vieira Júnior, PSDB) tem externado nas mídias, principalmente a questão de estruturação da política de médio e longo prazo para irrigação dentro do estado do Rio Grande do Sul. De que forma? Vermos os gargalos técnicos, jurídicos e legais, e buscarmos esgotar todas as possibilidades possíveis de resoluções naquilo que não precise alterar em legislação estadual ou federal para, num segundo instante, buscar sim as alterações parlamentares, ligadas a leis, para que possamos novamente fazer a reservação de água. Precisamos resolver a questão da distribuição. Porque chuva existe, ela é mal distribuída. Cabe a nós reservar para momentos de falta para minimizar esses efeitos de seca e estiagem, porque, se vem um ano normal, nós esquecemos essa questão estruturante. O segundo item, vamos trabalhar muito alinhados à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), trazendo para a sociedade o conceito de desenvolvimento sustentável. Ou seja, produção agrosilvipastoril ligada à preservação do meio ambiente, explorando atitudes que possam trazer grandes produções com preservação do meio ambiente. Vamos estar alinhados à Sema - não trabalhando um separado do outro, e sim com um efeito sinérgico. O terceiro foco é trabalharmos a regulamentação do bioma pampa, necessária para a preservação do pampa.
JC - Quais são as possibilidades para a reservação de água que não dependem de mudanças jurídicas e legislativas?
Lopes - Hoje existe um grupo técnico capitaneado pelo Ministério Público Estadual (MPE), o qual está esgotando toda a interpretação técnica que as demais secretarias, demais entidades, todas as pessoas e entidades ligadas à questão irrigação. Este grupo está trabalhando de forma técnica, esgotando tudo que é possível dentro da legislação existente, nos entendimentos de interpretação e avaliação legal para que possamos reservar água dentro do estado do Rio Grande do Sul. Então, este é o trabalho que nós estamos fazendo hoje com grande êxito, que vai ter grandes resultados num futuro bem próximo.
JC - É possível que até o final o governo haja uma mudança permanente nas barreiras que impedem a irrigação e a reservação de água?
Lopes - É meta do governo Ranolfo, deste grupo de secretários e é o entendimento da sociedade civil. Sem sombra de dúvidas, vamos ter grandes avanços na reservação de água ainda dentro deste governo, dentro deste ano. Não tenho dúvidas quanto a isso e é nosso foco principal dentro da secretaria.
JC - O que motivou o senhor a buscar o conceito de sustentabilidade para a pasta da Agricultura?
Lopes - O que nos motiva é a questão da COP26, que trouxe as atividades silvipastoris como solução, ou parte dela, dentro da emissão de gases do efeito estufa. E este é o conceito, porque precisamos manter as atividades produtivas muito alinhadas e contínuas. Precisamos ter essa evolução. Não é apenas uma questão de política de governo, é o meu pensamento, é o que o mundo hoje enxerga: que precisamos produzir alimento, só que alinhados com a preservação do meio ambiente. E essa é a tônica que daremos à nossa gestão.
Conteúdo Publicitário
Leia também
Comentários CORRIGIR TEXTO