Porto Alegre, sexta-feira, 07 de maio de 2021.
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Extrativismo

- Publicada em 13h10min, 07/05/2021.

Safra de pinhão no RS será farta e de boa qualidade

Colheita deve ser 30% a 100% maior do que em 2020 nas regiões produtoras

Colheita deve ser 30% a 100% maior do que em 2020 nas regiões produtoras


Emater/Divulgação/JC
Marcelo Beledeli
Os gaúchos poderão contar com mais pinhões para comer neste ano. Após a forte quebra de produção em 2020, que gerou falta do produto no Rio Grande do Sul, a safra de 2021, cuja colheita começou em 15 de abril, promete uma oferta abundante e com sementes de boa qualidade.
Os gaúchos poderão contar com mais pinhões para comer neste ano. Após a forte quebra de produção em 2020, que gerou falta do produto no Rio Grande do Sul, a safra de 2021, cuja colheita começou em 15 de abril, promete uma oferta abundante e com sementes de boa qualidade.
De acordo com a Emater, no Rio Grande do Sul, a média histórica de produção gira em torno de 900 toneladas de pinhão por safra. No entanto, no ano passado, devido a fatores climáticos, houve uma quebra de 20% a 60% no volume colhidos nas principais regiões produtoras do Estado. Além disso, as sementes obtidas eram de menor porte e baixa qualidade. O varejo teve que buscar o produto no Paraná e em Santa Catarina para atender a demanda gaúcha, levando a uma alta de preços. Em supermercados de Porto Alegre, o pinhão chegou a ser vendido em torno de R$ 17,00 o quilo.
Em 2021, o cenário está completamente diferente. “A safra prevista para este ano será bem maior em comparação à do ano passado, influenciada pelas condições climáticas favoráveis no período de desenvolvimento do pinhão, aliada a alternância de produção característica da espécie”, afirma a engenheira florestal Adelaide Juvena Kegler Ramos, extensionista rural da Emater. Além disso, segundo Adelaide, os pinhões apresentam boa qualidade, com sementes de bom tamanho e sanidade.
A maior oferta já está se refletindo nos preços. Em Porto Alegre, o quilo do produto pode ser encontrado em mercados vendido entre R$ 9,00 e R$ 10,00.
Em São Francisco de Paula, que é o município gaúcho com maior produção, a estimativa de colheita para este ano está em torno de 120 toneladas. O volume representa um aumento de 50% em relação às 80 toneladas do ano passado.
No município, de 90 a 100 famílias dependem anualmente da coleta do pinhão como fonte de renda. No entanto, em 2021, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19, esse número cresceu para 150, destaca a chefe do escritório municipal da Emater de São Francisco de Paula, Sandra Loreni Almeida de Moraes Silva. “Muitas pessoas que trabalhavam fora do município perderam o emprego e tiveram que voltar, e estão dependendo do pinhão para conseguir algum dinheiro”, explica
A produtora Marlei Terezinha Zambelli e seu marido, José Eloir Paim dos Santos, são uma das famílias que usam o pinhão como fonte de renda em São Francisco de Paula. Em sua propriedade de cerca 12 hectares, dos quais dois são ocupados com araucárias, Marlei costuma colher de duas a três toneladas de pinhão.
No ano passado, com a quebra de safra, a produtora obteve apenas 200 quilos da semente. Já nesta safra, a expectativa é bem mais otimista. “Esperamos pelo menos três toneladas, com pinhão de boa qualidade”, comemora.
No entanto, a maior oferta gera redução de preços. Enquanto em 2020 a colheita foi toda vendida por R$ 10,00 o quilo, neste ano Marlei está comercializando está vendendo a R$ 5,00.
Uma forma que as famílias encontram de agregar valor ao produto é com o beneficiamento da semente na forma de paçoca ou de pinhão moído, também chamado de farinha de pinhão. A paçoca é comercializada com valores entre R$ 20,00 a R$ 29,00/quilo.
Com as sementes colhidas na propriedade, Marlei produz farinha de pinhão, bolos, bolachas e conservas. Junto com seu marido, a produtora havia criado uma agroindústria para beneficiar os pinhões nestes produtos e vender para outros municípios. No entanto, a operação ainda não está em funcionamento. “Ano passado teve a baixa produção, e a pandemia impede muitas festas e feiras onde poderíamos vender. Então estamos esperando uma normalização para começar as atividades” explica.
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