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Agronegócios

- Publicada em 12h07min, 30/11/2020. Atualizada em 13h22min, 01/12/2020.

Grupo de gafanhotos a cerca de 5 quilômetros do RS são de espécie pouco voraz

Chamados de tucura na Argentina, grupo de insetos se desloca pouco e não costuma atacar lavouras

Chamados de tucura na Argentina, grupo de insetos se desloca pouco e não costuma atacar lavouras


Senasa/Divulgação/JC
Thiago Copetti
Ainda que distante cerca de cinco quilômetros do Rio Grande do Sul, próximo do município de Porto Xavier, um grupo de gafanhotos parados na fronteira com a Argentina desta vez não chega a ser uma ameaça. Antes assustados com as gigantescas nuvens dos agressivos Schistocerca cancellata, os produtores gaúchos agora acompanham de forma mais tranquila ao menos dois agrupamentos de Chromacris speciosa parados na província argentina de Misiones, como em Oberá e San Javier.
Ainda que distante cerca de cinco quilômetros do Rio Grande do Sul, próximo do município de Porto Xavier, um grupo de gafanhotos parados na fronteira com a Argentina desta vez não chega a ser uma ameaça. Antes assustados com as gigantescas nuvens dos agressivos Schistocerca cancellata, os produtores gaúchos agora acompanham de forma mais tranquila ao menos dois agrupamentos de Chromacris speciosa parados na província argentina de Misiones, como em Oberá e San Javier.
Conhecidos no Brasil como gafanhotos-soldado, de acordo com Juliano Ritter, fiscal agropecuário da Secretaria de Agricultura do Estado, esses insetos não costumam atacar lavouras e pouco se deslocam. Ritter diz que os gafanhotos-soldados têm características muito diferentes daqueles que causaram preocupação aos agricultores gaúchos entre junho e julho.
Antes eram os chamados gafanhotos sul-americanos, grandes devoradores de plantas e com rotas migratórias extensas e deslocamento rápido. Agora, diz o engenheiro agrônomo, o monitoramento é sobre os tucura, como são chamados na Argentina, que não fazem grandes deslocamentos e são pouco vorazes.
“Estes gafanhotos costumam apenas atacar plantas invasoras e não são devoradores como os gafanhotos sul-americanos, mas chegaram a comer parte de uma plantação de erva-mate, que teria sido um dos primeiros registros de ataque a uma planta com relevância econômica”, explica Ritter.
O fiscal agropecuário detalha, ainda, que os gafanhotos-soldado que estão na fronteira argentina são em volume pouco expressivo, de acordo com o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa). Já os Schistocerca cancellata, monitorados anteriormente, chegaram a ter uma nuvem com estimados 400 milhões de insetos.
Saiba mais
O Chromacris speciosa é classificado como tucura, na Argentina, e não langosta (gafanhoto), como o Schistocerca cancellata, espécie de praga para a qual ainda persiste uma emergência regional e que esteve presente este ano na província de Corrientes.
De acordo com a Senasa, os tucuras foram observados em três fazendas, sem relato de grandes danos, atacando em geral plantas daninhas e algumas árvores de grande porte.
A espécie com maior densidade corresponde a Zoniopoda tarsata e costuma estar associada à vegetação espontânea, mas já houve registros de danos ao fumo e à alfafa
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