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Agronegócios

- Publicada em 10h07min, 24/11/2020. Atualizada em 15h55min, 24/11/2020.

Projeto estimula a produção de chás, óleos, plantas medicinais e aromáticas no RS

Parceria une Ministério da Agricultura, FAO e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)

Parceria une Ministério da Agricultura, FAO e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)


iStock/Mapa
O Ministério da Agricultura (Mapa), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) se uniram em um projeto-piloto para estimular a produção de chás, óleos, plantas medicinais e aromáticas.
O Ministério da Agricultura (Mapa), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) se uniram em um projeto-piloto para estimular a produção de chás, óleos, plantas medicinais e aromáticas.
O projeto batizado como Arranjo Institucional de Suporte à Formação de Cadeias Produtivas de Plantas Bioativas na Região do Vale do Rio Pardo (Valeef) pretende fortalecer a cadeia produtiva e de negócios sustentáveis e diversificar a produção de culturas de alto valor agregado nesta região do Rio Grande do Sul. O projeto integra a primeira etapa do projeto Parcerias para Inovações nas Cadeias de Plantas Medicinais, Aromáticas, Bioativas e seus Derivados como Estratégia de Diversificação do Cultivo do Tabaco.
“Acreditamos que as técnicas de produção do tabaco e das plantas bioativas são relativamente semelhantes e a agregação de valor por hectare também. A ideia é construir uma nova cadeia produtiva, mas que tenha renda e mercado”, ressaltou o secretário Fernando Schwanke, secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa.
O ponto de partida do projeto, lançado em novembro de 2019, foi a realização de um estudo do potencial de produção, de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de comercialização das plantas, como explicou o professor e coordenador técnico do projeto, Sandro Hillebrand. Segundo ele, a primeira oportunidade identificada é a de produção de óleos essenciais.
“Este é um tipo de produto e de uma cadeia produtiva entre as várias possíveis que partem de plantas bioativas. Com recursos disponibilizados pela FAO e pelo Ministério da Agricultura, foi possível que a equipe técnica realizasse o diagnóstico, visitasse regiões onde já existem iniciativas, conhecesse erros, acertos e casos de sucesso até que pudéssemos fazer um desenho mais claro dessa oportunidade”.
A Unisc, que já tem experiência em projetos voltados para a diversificação agrícola na região, é a responsável pela execução, por meio da estrutura de laboratórios de análises químicas e área de desenvolvimento e testes do Parque Tecnológico, junto com corpo docente qualificado.
As ações do projeto fazem parte do Programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, lançado ano passado pelo Mapa, cujo eixo temático Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais do Brasil prevê viabilizar alianças produtivas e ampliar o acesso aos mercados.
De acordo com o diretor de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc, professor Ângelo Hoff, em dezembro será realizada uma reunião administrativa com representantes de todos os órgãos e entidades envolvidas para instauração oficial do regimento do arranjo institucional.
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