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- Publicada em 10h09min, 09/11/2020.

Exportações de carne bovina caem 4% em outubro, mas alta no ano é de 9%

Com demanda internacional, criação, abate e industrialização seguem aquecidos

Com demanda internacional, criação, abate e industrialização seguem aquecidos


EDUARDO ROCHA/DIVULGAÇÃO/JC
As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) apresentaram queda de 4% no volume e de 8% na receita no mês de outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A retração em outubro, até o momento, é algo isolado, já que a alta tem sido uma constante no setor.
As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) apresentaram queda de 4% no volume e de 8% na receita no mês de outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A retração em outubro, até o momento, é algo isolado, já que a alta tem sido uma constante no setor.
A movimentação em outubro foi de 189.575 toneladas e a receita de US$ 790 milhões. No ano passado, no mesmo mês, a movimentação foi de 197.932 toneladas e a receita de US$ 858 milhões. No acumulado do ano até outubro, no entanto, as exportações totais apresentam um crescimento de 9% no volume e de 16% na receita, com movimentação de 1 milhão 650 mil toneladas e entrada de divisas na ordem de US$ 6,8 bilhões. Em 2019, no mesmo período, a movimentação alcançava 1 milhão 520 toneladas e a receita US$ 5,8 bilhões.
A China, através de suas importações pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong continua alavancado este crescimento. Até outubro, as importações chinesas somaram 948. 168 toneladas com receita de US$ 4 bilhões. Em 2019, essa movimentação atingiu 625.256 toneladas, com receita de US$ 2,64 bilhões, o que significou um crescimento de 106% nas importações chinesas pelo continente e uma queda de 10% nas realizadas por Hong Kong. No mês de outubro de 2020, as importações chinesas somaram 109 mil toneladas.
Depois da China, entre os 20 maiores importadores do produto brasileiro, na segunda posição está o Egito com compras de 113.304 toneladas ou -27,4% em relação a 2019; o Chile vem em seguida com importações de 71.512 toneladas, queda de 25,6%. Na quarta posição vem a Rússia, com 51.201 toneladas e redução de 16% em relação a 2019. Em quinto está os EUA, com movimentação de 48.772 toneladas e um crescimento de 52,3 % em relação a 2019.
Arábia Saudita, por sua vez, movimentou 35.402 toneladas (+ 0,3%); os Emirados Árabes compraram 33.811 toneladas (-49%) enquanto que as Filipinas importou 33.778 toneladas, crescimento de 15,9% em relação a 2019. A maioria dos países integrantes da União Europeia, outro tradicional cliente do produto brasileiro, também registrou queda nas importações. No total, no acumulado até outubro, 82 países aumentaram suas compras enquanto outros 82 reduziram suas aquisições.
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