Porto Alegre, quinta-feira, 10 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 10 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Mercado

- Publicada em 18h24min, 10/09/2020.

Redução de preço dos alimentos depende da nova safra, diz diretor da SLC Agrícola

Isolamento social levou a um maior consumo de produtos como arroz no País

Isolamento social levou a um maior consumo de produtos como arroz no País


EMBRAPA/FOTOS PÚBLICAS/DIVULGAÇÃO/JC
Marcelo Beledeli
Uma possível redução nos preços dos alimentos no Brasil depende da colheita da nova safra em 2021, afirma o diretor presidente da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato. Para o executivo da empresa produtora de commodities, a alta dos itens da cesta básica, como feijão e arroz, tem como fatores principais a alta da demanda durante a pandemia, a elevação do dólar e o momento de entressafra.
Uma possível redução nos preços dos alimentos no Brasil depende da colheita da nova safra em 2021, afirma o diretor presidente da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato. Para o executivo da empresa produtora de commodities, a alta dos itens da cesta básica, como feijão e arroz, tem como fatores principais a alta da demanda durante a pandemia, a elevação do dólar e o momento de entressafra.
“Os preços estão sendo afetados por fatores externos e internos. No caso do feijão e do arroz, que são dependentes do mercado interno, o que temos agora é uma escassez”, explica Pavinato. Segundo o presidente da SLC Agrícola, com a pandemia de Covid-19 as pessoas passaram a cozinhar mais em casa devido ao isolamento social, levando a uma maior demanda destes itens. Além disso, o dólar mais elevado encareceu os custos de produção, gerando uma pressão inflacionária nesses itens. “No entanto, são produtos que exportamos muito pouco. Havendo a entrada de uma boa safra, a tendência é que os preços voltem a cair”, afirma.
No caso de produtos cotados em mercado internacional como soja e milho, Pavinato lembra que os preços chegaram a cair no início da pandemia, mas já se recuperaram, em boa parte puxados por compras da China, que está aumentando seus estoques a fim de poder melhor enfrentar a guerra comercial com os Estados Unidos. “A soja, por exemplo, já passou de US$ 8,50 o bushell (equivalente a 27,21 quilos) para US$ 9,80, o que é um patamar natural do mercado”, destaca.
Pavinato participou nesta quinta-feira (10) da reunião almoço virtual da Câmara Brasil Alemanha do Rio Grande do Sul, que tratou sobre demanda mundial de alimentos e o agronegócio brasileiro. No evento, o dirigente destacou que, até 2050, o mundo deverá chegar a 9 bilhões de habitantes, e que o Brasil possui grandes oportunidades para aumentar sua participação no mercado global de alimentos, com expansão de produção e melhorias logísticas para baratear o escoamento agrícola. O encontro on-line contou com a participação do vice-presidente da Câmara-Brasil Alemanha, Cleomar Prunzel, e do diretor executivo, Dietmar Sukop.
Comentários CORRIGIR TEXTO