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Agronegócios

- Publicada em 11h46min, 17/08/2020. Atualizada em 11h57min, 17/08/2020.

Ricardo Santin assume comando da ABPA na próxima quarta-feira

Santin espera avançar com vendas de carne de aves e suínos em mercados como Canadá e México

Santin espera avançar com vendas de carne de aves e suínos em mercados como Canadá e México


EDI PEREIRA/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Advogado e cientista político, o gaúcho Ricardo Santin, 53 anos, assume no próximo dia 19 o comando da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Juntamente com o atual presidente, o ex-ministro Francisco Turra, Santin ajudou a criar a associação, em 2014, a partir da fusão de outras duas entidades – a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e a Associação dos Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs).
Advogado e cientista político, o gaúcho Ricardo Santin, 53 anos, assume no próximo dia 19 o comando da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Juntamente com o atual presidente, o ex-ministro Francisco Turra, Santin ajudou a criar a associação, em 2014, a partir da fusão de outras duas entidades – a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e a Associação dos Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs).
Assim como Turra, Santin nasceu em Marau, na região norte do Rio Grande do Sul, e com o conterrâneo seguirá dividindo responsabilidades na defesa do setor, já que Turra seguirá no conselho consultivo da entidade. Santin assume o comando da ABPA em um ano de recordes de exportações, de suínos e aves. O setor, na verdade, vive anos de expansão quase contínuos, e tende a seguir assim, avalia o executivo.
“Ainda temos muitos mercados para crescer, com suínos no México e no Canadá, e consolidando a Coreia do Sul e o Japão como compradores, e abrindo efetivamente Índia, por exemplo, para onde já podemos exportar, mas ainda com grande barreira tarifária“, explica Santin.
Com a China, o maior grande comprador de proteína animal brasileira, a meta é melhor a comunicação. A comunicação, diz Santin, seria a causadora, por exemplo, do recente caso de contaminação por coronavírus apontado pela província de Shenzen como presente na superfície de um tradicional produto brasileiro exportado para lá, a asa de galinha.
“No documento emitido pelo governo de Shenzen falava em contaminação na superfície do produto, sem deixar claro que superfície era, mas temos certeza que foi na embalagem, e não na carne”, defende o executivo.
O caso, porém, não foi o primeiro problema do gênero, já que em junho a China já havia embargado a compra de alguns frigoríficos brasileiros também por questões relacionadas à Covid-19. Santin, no entanto, garante que a boa relação de negócios entre os dois países só tende a crescer.
“O desafio é ter um relação cada vez mais madura com a China e melhorar a comunicação. Temos uma parceria completa, exportando entre 50 mil e 60 mil toneladas de frango por mês, assim como de carne suína, onde também são os maiores compradores. O comércio vai muito bem”, diz Santin.
No caso das Filipinas, que após a comunicação do governo de Shenzen proibiu a compra de frango brasileiro, Santin alega que foi uma medida protecionista, e não baseado em dados científicos.
“Isso sequer foi comunicado, até sexta-feira, oficialmente ao governo brasileiro. E acreditamos que essa medida, protecionista e irregular, será revista”, ressalta Santin.
No mercado interno, um dos focos é estimular o plantio de milho e a compra antecipada do grão por parte da indústria, fortalecendo parcerias com os produtores. Com aumento expressivo das exportações de carne, a criação de aves e suínos precisa cada vez mais do insumo. O milho é base da alimentação de ambos e o setor passa a depender com mais intensidade das importações.
Atualmente, os dois principais fornecedores externos são Argentina e Paraguai, mas os Estados Unidos podem se tornar um novo player. Santin acredita que em breve o governo brasileiro pode mudar as exigências de certificação e de produtos liberados para importação e que hoje limitam a aquisição de milho norte-americano.
“Também temos trabalhos em conjunto com a Embrapa para desenvolver, na rotação de culturas, grãos que podem ser uma alternativa a colaborar com esse equilíbrio de mercado, como milheto e sorgo”, explica o novo presidente da ABPA.
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