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Porto Alegre, terça-feira, 22 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 22/05/2018. Alterada em 22/05 às 11h06min

Defesa do governo Temer cabe ao MDB, afirma Maia

Maia minimizou apoio de Onyx a Bolsonaro: 'no momento adequado estaremos juntos', disse

Maia minimizou apoio de Onyx a Bolsonaro: 'no momento adequado estaremos juntos', disse


FREDY VIEIRA/JC
Lívia Araújo
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pré-candidato à presidência da República disse que não vê problema em sustentar as mesmas pautas do governo de Michel Temer (MDB), mas daí a ter uma proximidade com o governo federal "é uma besteira".
"Uma coisa é defender um programa de governo olhando o futuro, outra é defender o governo, olhando para trás. Quem tem responsabilidade de defender o presidente é o MDB", disse, em coletiva de imprensa, na capital gaúcha, na manhã de ontem, na Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), onde foi convidado da reunião-almoço da entidade. Segundo Maia, projetos cuja votação ele conduziu na Câmara, como o do teto de gastos, "são do País. Daqui para a frente, todos os governos vão ter de discutir redução de despesas em vez de transferir para o cidadão a responsabilidade de sua ineficiência", afirmou.
Sem passar de 0,4% das intenções de voto na última pesquisa CNT/MDA, divulgada na semana passada, e de 1% nas consultas dos institutos Datafolha e Ibope no mês de abril, Maia insistiu que sua candidatura será avalizada pelo DEM na convenção do partido. Mas "para isso", pontuou, "é preciso construir um arco de alianças e palanques estaduais que o DEM tem nos principais estados para poder ter chance de vitória.
Porém esse não é o caso do Rio Grande do Sul, onde o principal nome do DEM no Estado, o deputado federal Onyx Lorenzoni, está abertamente apoiando o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL). Maia, porém, minimizou: "o deputado Onyx pensa de maneira convergente com a maioria das ideias que temos. No momento adequado, estaremos juntos", sinalizou, pontuando que "uma decisão de intervenção no diretório (pelo apoio a Bolsonaro) seria uma coisa não democrática". Ao lado de Maia na coletiva estava o deputado estadual e ex-secretário estadual dos Transportes Pedro Westphalen (PP). Outro membro do PP que entrou na sala onde Maia falava à imprensa foi o pré-candidato da sigla ao governo do Estado, deputado federal Luis Carlos Heinze.
Na coletiva, o pré-candidato do DEM também comentou sobre a alta dos combustíveis, que deflagrou ontem a greve dos caminhoneiros autônomos, com bloqueios de estradas em 17 estados. "Vamos, em conjunto com o Senado, chamar o governo, a Petrobras e representantes de distribuidoras para encontrar caminhos possíveis. Uma das ideias que dei é a redução de impostos no curto prazo, enquanto o preço do petróleo estiver nesse patamar", disse. Segundo o parlamentar, são necessárias "políticas compensatórias na hora em que há um desequilíbrio, como agora, no preço do petróleo, com impacto no diesel e no gás de cozinha". Mesmo assim, para o deputado, liberar o preço do combustível foi uma "decisão correta".
Já durante a palestra, além de pregar a redução do Estado, Maia defendeu a aprovação de projetos que estão na pauta do Parlamento nos próximos dias, como a regulamentação do registro eletrônico de duplicatas, e a votação dos destaques e emendas relativos à implantação do cadastro positivo - cujo projeto foi aprovado na Câmara no final de abril.
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