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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

09/05/2018 - 20h11min. Alterada em 30/05 às 18h13min

Nomeada para comando da CIA diz ser contra uso da tortura

A diretora interina da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, Gina Haspel, afirmou nesta quarta-feira, durante audiência de confirmação, que não acredita que a tortura funcione como uma tática de interrogatório e que sua "forte bússola moral" a impediria de executar qualquer ordem presidencial que ela considerasse questionável. Haspel foi indicada pelo presidente americano, Donald Trump, para se tornar efetivamente diretora da CIA.
Sob questionamento de membros do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, Haspel disse que não permitiria que a agência de espionagem reiniciasse o tipo de detenção e interrogatório em lugares clandestinos depois do 11 de setembro. De acordo com ela, esse foi um dos capítulos mais sombrios da história da CIA e contaminou a imagem dos EUA em todo o mundo.
Os senadores questionaram se ela responderia se Trump, que disse que apoia técnicas de interrogatório como tortura, ordenasse a Haspel que fizesse algo que ela considerasse moralmente questionável. "Eu não permitiria que a CIA realizasse atividades que eu considerava imorais, mesmo que fossem tecnicamente legais", disse a diretora interina, que tem 33 anos na agência. "Eu absolutamente não permitiria isso."
Quando perguntada se concordava com a afirmação de Trump de que a tortura funciona, Haspel disse que não acreditava nessa técnica. Ela acrescentou que não acha que Trump pediria à CIA que retomasse o waterboarding, que simula afogamento.
Haspel deve ser confirmada no cargo pelo Senado, em um movimento que vem na esteira da aprovação de Mike Pompeo como secretário de Estado americano. Ela seria a primeira mulher a comandar a CIA. Sua nomeação, no entanto, foi alvo de polêmicas porque ela foi chefe de base de um local de detenção secreta na Tailândia, onde suspeitos de terrorismo foram afogados. Também houve dúvidas sobre como ela preparou um telegrama que seu chefe usou para ordenar a destruição de vídeos das sessões de interrogatórios realizados no local. Fonte: Associated Press.
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