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Porto Alegre, terça-feira, 22 de maio de 2018.
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Saúde

Notícia da edição impressa de 23/05/2018. Alterada em 22/05 às 20h54min

Hospital Vila Nova abre 33 novos leitos

Leitos servirão de retaguarda para pacientes de serviços de urgência

Leitos servirão de retaguarda para pacientes de serviços de urgência


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Isabella Sander
O Hospital Vila Nova, na Zona Sul de Porto Alegre, conta, desde ontem, com 33 novos leitos de retaguarda, usados para internação de pacientes que chegam através dos serviços de urgência. Em 2017, outras 33 vagas já tinham sido abertas e mais 33 de atendimento geral foram requalificadas para leitos de retaguarda, recebendo, assim, mais recursos. Com isso, hoje o Vila Nova possui 422 camas, sendo 110 de retaguarda. A expectativa é ampliar o serviço para 622 vagas até o final de 2019, todas com atendimento gratuito, conforme a construção de novos espaços no prédio do estabelecimento for concluída. Das 200 novas vagas a serem abertas no futuro, 150 irão para a UTI.
Durante a cerimônia de abertura dos novos leitos, representantes dos Executivos municipal e estadual e do Legislativo municipal elogiaram a qualidade da gestão do hospital, que tem permitido a ampliação do número de vagas e a redução de filas de espera para consultas especializadas. O diferencial da instituição, segundo o diretor-presidente da Associação Hospitalar Vila Nova, Dirceu Dal'Molin, é um só - o trabalho comprometido. "Existe um comprometimento de todos os funcionários, seja da parte administrativa ou dos médicos, porque estamos com o salário em dia, os impostos em dia, e temos trabalhado", resume. 
Além dos 66 novos leitos do Vila Nova e da qualificação de outros 33, foram abertos, no último ano, 25 leitos no Hospital Psiquiátrico São Pedro. O planejamento da prefeitura também prevê mais 49 vagas no Hospital Restinga e Extremo-Sul (cujos envelopes do edital para seleção de nova administração foram abertos ontem), 204 no novo Hospital Santa Ana (dos quais 30 específicos de saúde mental abrirão em julho e o restante em setembro) e 68 vagas de internação em Centros de Atenção Psicossocial (Caps) também em saúde mental, entre o final de 2018 e o início de 2019.
O secretário de Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim, lembra que a cidade vem de uma sucessão de fechamentos de leitos públicos nos últimos anos. Em dezembro de 2015, por exemplo, o Hospital Parque Belém deixou de prestar serviço para o SUS. Em novembro de 2017, foi a vez do Hospital Beneficência Portuguesa, que teve seu contrato rescindido por problemas de gestão. "Naquele mês, o Beneficência teve apenas duas internações, e, no anterior, 20. Em algum momento, o hospital teve 116 leitos cadastrados na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas já eram 72 nos meses anteriores à rescisão. Era um número ínfimo de internações", avalia.
Harzheim salienta que, em 2005, a Capital possuía 550 leitos de saúde mental e que quando a atual gestão ingressou na prefeitura havia 267. "Vamos fechar o ano com o maior número de leitos que já tivemos nos últimos anos, reabrindo e superando todos os leitos que foram fechados na cidade de Porto Alegre", complementa o prefeito Nelson Marchezan Júnior. 

Novo gestor do Hospital Restinga será conhecido no início de junho

Além da inauguração dos 33 leitos do Hospital Vila Nova, a terça-feira foi marcada pela abertura dos envelopes com as propostas para o edital do Hospital Restinga e Extremo-Sul. Quatro interessados apresentaram um plano para administrar a instituição: Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde, Cruz Vermelha Brasileira, Associação Hospitalar Vila Nova e Associação Beneficente São Miguel. A divulgação dos habilitados ocorrerá no dia 29 de maio. O resultado final será divulgado em 7 de junho.
Hoje gerido pelo Hospital Moinhos de Vento, o Hospital da Restinga tem vencimento do contrato com o administrador previsto para junho. O convênio poderá ser renovado, ou a prefeitura poderá escolher outro dos interessados para fazer a administração.
O Hospital Restinga e Extremo-Sul opera com 48 leitos de emergência e observação. Com o novo contrato, dobrará sua capacidade, passando para 97 vagas. O estabelecimento tem potencial de oferecer mais 72 leitos de internação além dos que serão abertos. A região concentra 110 mil habitantes, 8% da população de Porto Alegre.

Prefeitura se diz aberta a parcerias para o Beneficência Portuguesa

O secretário de Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim, garantiu que a prefeitura está aberta a propostas de parcerias por parte do Hospital Beneficência Portuguesa, que recebeu o resultado da consultoria prestada pelo Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, na segunda-feira. "A consultoria confirmou o que eu já dizia na mídia há mais de seis meses: o hospital encerrou suas atividades e hoje tem apenas dois pacientes internados por um grave problema de gestão nos últimos anos", afirma.
A prefeitura condiciona a parceria à troca da gestão atual e à troca do corpo clínico do hospital. "A consultoria confirma isso, que a opção é ou o arrendamento para outro prestador, ou a sucessão do CNPJ e da entidade gestora do hospital, saindo o Beneficência e entrando outro prestador filantrópico", aponta Harzeim.
A administração do hospital se comprometeu a apresentar uma decisão sobre seu futuro em duas semanas. O Executivo, então, avaliará a proposta e estudará se ela cabe no planejamento municipal para a área da saúde.

Município busca reduzir fila para consultas com especialistas

Com pessoas aguardando há anos na fila de espera para consultas em determinadas especialidades, a prefeitura tem buscado a redução desses números. A situação mais grave é na área de ortopedia, na qual há pacientes aguardando atendimento, em algumas subespecialidades, desde 2014. "A fila de ortopedia começou a ser reduzida no início do ano. Temos um contrato novo com o Hospital Independência, com recursos do Tesouro municipal, e saímos de 300 consultas em ortopedia por mês para 1.050. Com isso, a fila tem diminuído rapidamente", destaca o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim.
O secretário deixa claro que a fila vai demorar a zerar, uma vez que havia quase 30 mil pessoas na lista de espera por consultas em ortopedia. Hoje, há 25 mil pessoas esperando.
A área de oftalmologia, que também era atingida por longas esperas por consultas, tem registrado redução em suas filas através do serviço de telediagnóstico TeleOftalmo, do Hospital da Restinga. "Recebi os dados nesta semana, e 66% dos pacientes que consultam através da telemedicina vão para casa ou para o posto de saúde e não precisam consultar um especialista", conta Harzheim.
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