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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Esportes

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ginástica artística

Alterada em 04/05 às 20h52min

CBG defende Goto e lança cartilha para combater assédio e abusos sexuais

A diretoria da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) se reuniu nesta sexta-feira e definiu junto com o Ministério Público do Trabalho quatro medidas urgentes que, de acordo com a entidade, serão avaliadas e implementadas a partir de junho para combater assédio e abusos sexuais na modalidade.
Diversos ginastas e ex-ginastas denunciaram o ex-treinador da seleção masculina Fernando de Carvalho Lopes de ter cometido abusos sexuais enquanto foi técnico do Movimento de Expansão Social Católica (Mesc), de São Bernardo do Campo. Ele nega as acusações.
Uma das medidas deliberadas na reunião desta sexta na CBG está a indicação de Arthur Zanetti, medalha de ouro em Londres-2012 e prata no Rio-2016, para a realização de campanhas de combate ao assédio, abuso, racismo, manipulação de resultados e outras formas de violência e fraudes na ginástica.
A entidade também promete fazer uma cartilha e outras campanhas educativas sobre o tema, com recomendações e proibição de condutas a serem anexadas no Código de Ética da CBG. Também será definida a composição do Comitê de Ética e Integridade em 30 dias.
A CBG ainda promete encaminhar minuta da reforma estatutária e regimental para a assessoria jurídica do órgão referente a uma portaria do Ministério do Esporte que amplia a participação de atletas nos processos decisórios das entidades esportivas.
Na ata da reunião desta sexta, a entidade ainda diz confiar em Marcos Goto, técnico de Zanetti e coordenador-chefe da seleção brasileira de ginástica artística. Ele foi acusado de saber dos abusos de Fernando e de, supostamente, ter se omitido diante dos casos.
"A diretoria da CBG reafirma seu compromisso e confiança perante o coordenador Marcos Goto que, vale ressaltar, foi quem incluiu no programa do seminário realizado em janeiro entre COB e CBG no auditório do Maria Lenk justamente o tema de combate ao abuso e assédio", informa a entidade, que informa que o treinador reiterou que desconhece fatos de abusos. "As propostas serão com urgência avaliadas e implementadas já a partir de junho."
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