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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de maio de 2018.
Dia da Saúde.

Jornal do Comércio

Economia

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Paralisação

Notícia da edição impressa de 29/05/2018. Alterada em 28/05 às 21h23min

Escoltas de caminhões são intensificadas no Rio Grande do Sul

Gabinete de Crise estadual contabilizou 181 comboios desde domingo

Gabinete de Crise estadual contabilizou 181 comboios desde domingo


LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Jefferson Klein
O Gabinete de Crise, formado pelo governo do Estado, contabilizou 181 acompanhamentos de escoltas de caminhões desde domingo até a tarde de ontem. Porto Alegre e Região Metropolitana concentram as principais operações para comboios de transportes, sobretudo para combustível, ração animal e alimentos perecíveis.
Até o começo da noite de segunda-feira, já estavam funcionando 72 postos com combustível em Porto Alegre; 14, na Região Metropolitana; e 88, no Interior. Os números atualizados foram apresentados no Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI) pelo vice-governador José Paulo Cairoli. Segundo o governo, piquetes montados em Canoas (onde fica instalada a maioria das distribuidoras de combustíveis do Rio Grande do Sul, ao lado da Refinaria Alberto Pasqualini - Refap) não interferem nas operações de escoltas. "É hora de manter a tranquilidade, e que ninguém seja impedido de fazer as ações de interesse de todos", ressalta o governador José Ivo Sartori.
Ontem, novamente, foi possível observar enormes filas para abastecer em postos que tinham combustíveis em Porto Alegre. O presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal'Aqua, ressalta que os abastecimentos que estão sendo feitos ainda são pontuais, com prioridade para atender a frotas de veículos ligadas a áreas essenciais, como segurança e saúde. O excedente após o abastecimento dos carros com prioridade é o combustível comercializado para os consumidores em geral.
O presidente do Sulpetro afirma que os caminhoneiros ainda estão sendo constrangidos pelos grevistas a não participarem dos carregamentos. O dirigente comenta que muitas pessoas ficam ao redor das bases das distribuidoras pressionando esses profissionais a não dirigirem os veículos. Para atenuar a situação, o governo do Estado disponibilizou alguns motoristas para fazer o transporte dos combustíveis das distribuidoras até os postos.
Dal'Aqua reforça que os postos não têm como suportar os prejuízos por muito mais tempo. Em média, o dirigente diz que o impacto é de cerca de R$ 5 mil por estabelecimento ao dia, e são cerca de 2,8 mil revendedores no Estado. Em Porto Alegre, são 280 postos, e a intenção do Gabinete de Crise, conforme o presidente do Sulpetro, era atender, ontem, a pelo menos 50 estabelecimentos no município com algum tipo de carga. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura da Capital, no final da tarde de ontem, cerca de 30 postos da cidade tinham recebido combustíveis em seus tanques, e a perspectiva era de que esses estabelecimentos iniciassem, hoje pela amanhã, o abastecimento de veículos.
O presidente do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Rio Grande do Sul (Sindisul), Roberto Tonietto, confirma que, apesar de ter aumentado o número de escoltas feitas, ainda está muito complicado para os caminhões saírem das bases das distribuidoras. "Temos produtos nas bases, mas o problema é o deslocamento até os postos", detalha.
Para Tonietto, a Brigada Militar está fazendo o possível, mas não tem como normalizar o abastecimento dessa forma. Sobre os reflexos da greve dos petroleiros - programada para começar amanhã e ter duração de 72 horas, que abrangerá a Refap -, o presidente do Sindisul adianta que os desdobramentos na cadeia dos combustíveis dependerá da intensidade da paralisação. Se for interrompido o bombeio da refinaria para as distribuidoras, o estoque dessas companhias é suficiente para aguentar por 48 horas. Nesse caso, mesmo se a greve dos caminhoneiros terminar, é possível haver novamente falta de combustível.
 

Sindipetro-RS confirma meta de parar bombeio de combustível da Refap

O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande Sul (Sindipetro-RS), Fernando Maia da Costa, admite que a intenção, com a greve dos petroleiros que será iniciada amanhã, é interromper o bombeio de combustível da Refap para as distribuidoras. No entanto, o sindicalista adianta que não é possível afirmar com certeza que os trabalhadores conseguirão materializar a ideia.
A mobilização dos petroleiros e dos caminhoneiros foi apoiada em reunião da Executiva Estadual da CUT, junto com a Caravana Regional na CUT Metropolitana, na manhã de ontem, no auditório do Sindipolo, em Porto Alegre. Foi aprovada a realização do Acampamento da Soberania, junto ao portão de entrada da Refap, onde as entidades sindicais e os movimentos sociais prestarão apoio e solidariedade à mobilização.
Para a CUT-RS, a paralisação dos caminhoneiros é um movimento difuso, no qual se encontram motoristas de caminhões, autônomos e transportadoras. O diretor executivo da CUT-RS, Marcelo Carlini, defendeu a democracia e alertou para setores infiltrados no movimento, que querem uma intervenção militar.
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