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Varejo

Notícia da edição impressa de 25/05/2018. Alterada em 25/05 às 08h19min

Renner se volta para iniciativas sustentáveis

Linha Re Jeans segue o princípio da sustentabilidade, afirma José Galló

Linha Re Jeans segue o princípio da sustentabilidade, afirma José Galló


BRENO DA MATTA/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert, de São Paulo
No ano em que o CEO da Lojas Renner, José Galló, encerra suas atividades na presidência para passar ao Conselho Administrativo da companhia, a varejista lança o selo Re, identificação que passa a representar as ações da empresa relacionadas à sustentabilidade. A iniciativa contempla um elemento central da estratégia de negócio da Lojas Renner, que, até 2021, pretende ter 80% dos produtos feitos com matérias-primas e processos menos impactantes; além de garantir 75% do consumo corporativo de energia proveniente de fontes renováveis.
No ano em que o CEO da Lojas Renner, José Galló, encerra suas atividades na presidência para passar ao Conselho Administrativo da companhia, a varejista lança o selo Re, identificação que passa a representar as ações da empresa relacionadas à sustentabilidade. A iniciativa contempla um elemento central da estratégia de negócio da Lojas Renner, que, até 2021, pretende ter 80% dos produtos feitos com matérias-primas e processos menos impactantes; além de garantir 75% do consumo corporativo de energia proveniente de fontes renováveis.
"Também pretendemos reduzir em 20% as emissões de gás carbônico e, a partir dessas medidas, garantir não somente produtos inovadores, com preços competitivos, mas também ambientes agradáveis, e excelência na prestação de serviços", afirmou Galló, durante evento que oficializou o novo selo, ocorrido na noite de quarta-feira, em São Paulo. Na ocasião, a empresa lançou também uma coleção de jeans reciclados, "como parte do empenho para construir uma moda responsável", observou o presidente da companhia.
As 120 mil peças foram desenvolvidas a partir de um processo colaborativo de fornecedores, dentro do conceito de economia circular. "As sobras têxteis do jeans de um fornecedor vão para um outro, que desfibra o tecido. A partir daí, um terceiro faz um novo tecido, que retorna para processo produtivo do fornecedor inicial (que gerou o resíduo), de onde sai uma nova peça - esse processo garante 100% de aproveitamento do jeans", explicou Galló. Segundo o executivo, a coleção - que leva o nome de Re Jeans - é composta de peças femininas como calças, shorts, blusas e vestidos, e será comercializada em todas as 85 unidades da marca - inclusive nas lojas do Uruguai - e no e-commerce.
Segundo o CEO da Renner, "há muito tempo", a empresa vem se preocupando com sustentabilidade. "Em um cenário de muita poluição no mundo todo, com mares lotados de plásticos, começamos a pensar em como melhorar e aproveitar todo o material utilizado na fabricação dos produtos, fazendo mais com menos", comenta Galló. "Nossa sede de Porto Alegre, com 24 mil metros quadrados, iniciou com o conceito sustentável: tem Certificação Internacional Leed e toda madeira utilizada é certificada. Além disso, 98% dos resíduos são reciclados, e a loja é ecoeficiente no ponto de vista de energia."
Atualmente, a Renner recicla todo seu material - papelão, plásticos e outros produtos, em todas as unidades, destacou o CEO da empresa, durante o lançamento do selo de sustentabilidade. "Não podemos fazer isso sozinhos, então contamos com 12 engenheiros junto aos fornecedores para que estes trabalhem de forma mais eficiente e sustentável, a exemplo de usar menos água nas lavanderias." De acordo com Galló, todas essas ações fazem parte da estratégia da Renner para crescer de forma sustentável até 2021.
A Renner trabalha com este propósito ha cinco anos, destaca o presidente da companhia. No ano passado, foram comercializados 3 milhões de produtos feitos com matérias-primas menos impactantes ao meio ambiente (como o fio reciclado, criado a partir de material têxtil ou plástico; o liocel, fibra de origem renovável extraída da fibra da madeira; e o algodão 100% certificado), entre peças femininas, masculinas e infantis. "Para 2018, a previsão é de que chegue a 10 milhões de peças comercializadas", calcula Galló.
Sobre o legado que deixa após 20 anos à frente da Renner, o executivo afirma que o mérito da empresa está vinculado a "uma equipe maravilhosa, que faz a companhia crescer com competência". "Temos uma forte governança corporativa", acrescenta. O processo de sucessão na empresa (que envolve, além do CEO, também os demais executivos em postos de comando) se iniciou há cinco anos.