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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 18/05/2018. Alterada em 18/05 às 13h29min

Ventiur e Wow são as mais disputadas no Startup Brasil

Iniciativa impulsionou o surgimento das aceleradoras, afirma Cortezia

Iniciativa impulsionou o surgimento das aceleradoras, afirma Cortezia


FREDY VIEIRA/JC/FREDY VIEIRA/JC
Patricia Knebel
As gaúchas Ventiur e a Wow foram as aceleradoras mais disputadas no mais recente ciclo do Startup Brasil, iniciativa do governo federal que seleciona jovens empresas inovadoras para receberem auxílio financeiro e começarem um processo de aceleração.
Das 46 jovens empresas de todo País que se candidataram a buscar os aportes, 40% escolheram as duas aceleradoras, que irão coinvestir em nove startups cada uma. Esse novo grupo receberá um investimento de R$ 9,7 milhões do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic).
A agressividade nas negociações e o fato de terem construído uma história respeitada explicam a preferência, sem falar no fato de que fazem parte do ecossistema de inovação gaúcho, um dos mais respeitados do País. Além disso, os recursos para essa quinta turma do Startup Brasil demoraram dois anos para serem liberados e foram pouco divulgados nacionalmente. A Ventiur e a Wow, se anteciparam na apresentação das oportunidades.
"Nos movimentamos antes, realizamos um forte trabalho nos estados o que nos deu alguma vantagem. Sem falar na intensidade das conversas. Acreditamos na proposta das empresas com quem estávamos negociando, e elas confiaram na gente", comenta o diretor executivo da Ventiur, Sandro Cortezia. Os contratos já foram assinados. A Ventiur vai aportar até R$ 300 mil em cada uma das startups escolhidas, que tem origem em estados como Goiás, Ceará, Mato Grosso do Sul e, claro, da Região Sul.
A Wow foi escolhida por 11 empresas, e acabou fechando com nove. São operações de estados como Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, entre outros. "As duas aceleradoras gaúchas fizeram um belo trabalho prévio de relacionamento com as empresas", concorda o CEO da Wow, André Ghignatti.
No total, a Wow vai aportar cerca de R$ 150 mil por empresa, que possuem perfis diversos. "Temos um grupo bem eclético de investidores, então, procuramos bons empreendedores em mercados escaláveis", diz, citando que serão trabalhadas áreas como agrobusiness, logística e realidade virtual, entre outras.
O Startup Brasil é uma iniciativa do Mctic, com gestão da Softex e em parceria com aceleradoras. Lançado em 2012, o programa já executou dois ciclos de aceleração - de 2013 a 2015 - quando apoiou 183 startups distribuídas por quatro turmas, oriundas de 17 estados e 13 países.
São até 12 meses de duração e as startups têm acesso a recursos em bolsas de pesquisa e desenvolvimento para os seus profissionais, além de participar de uma série de eventos e atividades promovidas pelo programa para capacitação e aproximação de clientes e investidores e dos hubs internacionais.
Além do investimentos financeiros das aceleradoras, as startups têm acesso a serviços como infraestrutura, mentorias e capacitações em troca de um percentual de participação acionária. O evento de Welcome Aboard, que marcou a retomada do programa após dois anos, aconteceu na semana passada, em Recife (PE).
"Sabemos que estamos em um cenário complicado, então foi mérito também do governo ter se mobilizado e lançado o edital. Se não acontecesse agora, talvez não voltasse mais", destaca Cortezia. Ele comenta que foi o programa Startup Brasil o impulsionador do surgimento das aceleradoras no País, há cinco anos. "O fato de termos essa continuidade também chancela o trabalho que estamos realizando", acrescenta.
Ghignatti comenta que o Startup Brasil, por ser um programa de alcance nacional, tem impacto muito positivo no ecossistema. "Além de permitir ampliar o deal flow das aceleradoras, o recurso aportado pelo programa dá fôlego para projetos que tenham maior base tecnológica. Na Wow, temos vários cases de sucesso de startups vindas do programa. Num deles, os empreendedores fizeram um exit parcial e se tornaram investidores na aceleradora", conta.
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