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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 15/05/2018. Alterada em 14/05 às 21h34min

Cotação do dólar é a maior desde abril de 2016

Moeda norte-americana à vista encerrou a sessão em alta de 0,72%

Moeda norte-americana à vista encerrou a sessão em alta de 0,72%


/MARK WILSON/AFP/JC
O cenário doméstico voltou a pesar para o comportamento do dólar ontem. Depois de uma abertura em queda, a moeda norte-americana voltou a se valorizar em relação ao real, por conta de pesquisa eleitoral confirmar os rumores que já circulavam na sexta-feira, de que candidatos desalinhados com o mercado subiriam nas pesquisas. O dólar à vista fechou a R$ 3,6267, com valorização de 0,74%.
Essa é a maior cotação da moeda desde 7 de abril de 2016, quando fechou a R$ 3,6855. Naquela data, há 2 anos e um mês, o mercado avaliava que haviam caído as chances de um impeachment da presidente Dilma Rousseff, por conta das articulações que o governo fazia em Brasília, inclusive com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No pregão de ontem, o dólar continuou em alta volatilidade. Variou da mínima de R$ 3,5732 (-0,75%) à máxima de R$ 3,6409 ( 1,13%). O volume do segmento à vista alcançou US$ 700 milhões.
A pesquisa CNT/MDA divulgada no final da manhã mostrou o crescimento de candidatos que desagradam aos investidores, como Marina Silva, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Já Geraldo Alckmin, até o momento o preferido do mercado, não emplaca. Alguns analistas avaliam que o movimento é parte novamente da especulação. "Ainda não temos nem os candidatos definidos", disse um operador. "Mas toda essa incerteza pesa para os negócios", afirmou.
Por conta desse mau humor, a mudança na atuação do Banco Central (BC) em seus leilões de swap cambial teve efeito zero no final do dia. Na noite de sexta, o BC informou que colocaria os swaps separadamente a partir de ontem - parte para a rolagem de junho e parte para atender à demanda diária do mercado. Se continuasse operando da forma anterior, na prática, o BC primeiro terminaria a rolagem e depois acrescentaria contratos à liquidez diária. Mas, para boa parte dos operadores, o dólar reage ao cenário externo, e o BC não vai conseguir resultados com pequenas intervenções no câmbio.
Segundo um gestor de moedas de um banco internacional, o quadro é difícil para o câmbio. Para ele, o grande driver do movimento das moedas, lá fora e aqui, é o diferencial de juros. "Nenhum mercado emergente tem juros suficientes para aguentar a alta dos treasuries", diz. Ontem, a T-Note de 10 anos voltou a bater os 3%, com alta de 1,33%.
 

Cenário doméstico desanima negócios, e Ibovespa fica estável

O Índice Bovespa iniciou a semana exibindo pouco fôlego para avançar. Depois de ter alcançado alta superior a 1% na manhã de ontem, o indicador perdeu fôlego, virou para o negativo ao longo da tarde e terminou o pregão estável, aos 85.232 pontos ( 0,01%). Os negócios somaram R$ 12,316 bilhões.
O cenário doméstico foi apontado por profissionais do mercado como principal fator de desânimo do investidor, uma vez que o front externo forneceu mais elementos positivos que negativos. A alta do petróleo e do minério de ferro, por exemplo, sustentou as ações da Petrobras e da Vale, o que minimizou as perdas do Ibovespa à tarde. A pesquisa MDA/CNT de intenção de voto foi o principal combustível do mau humor do investidor.
Na análise por ações, os destaques de alta ficaram com Petrobras ON ( 4,15%) e PN ( 3,14%), Vale ON ( 3,12%) e CSN ON ( 2,59%). Suzano ON subiu 4,99% e liderou as altas do Ibovespa, refletindo a escalada do dólar nos últimos dias.
Entre as quedas mais importantes ficaram novamente os papéis do setor financeiro, que amargam perdas no acumulado de maio, vítimas da recente correção dos ativos. Banco do Brasil ON terminou o dia em queda de 2,49% e Itaú Unibanco PN recuou 1,50%. Operadores afirmam que a queda dos papéis do setor financeiro está relacionada à forte liquidez desses papéis, mas também é reflexo da falta de novidades no cenário doméstico.
"Enquanto não houver novidade que incentive compras mais firmes, a tendência é o Ibovespa continuar na dinâmica dos últimos dias. Ou seja: 83 mil pontos é ponto de compra e 87 mil pontos é ponto de venda", disse um operador.
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