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Mercado imobiliário

Notícia da edição impressa de 07/05/2018. Alterada em 07/05 às 11h39min

Feirão da Caixa movimenta cerca de R$ 1 bilhão em vendas na Capital

Veneral (e) adquiriu um imóvel próprio pela primeira vez na vida

Veneral (e) adquiriu um imóvel próprio pela primeira vez na vida


/LUIZA PRADO/JC
Adriana Lampert
Produtos de valores mais baixos, com foco na parcela da população que se enquadra no Programa Minha Casa Minha Vida (Faixas 1,5 e 2), se destacaram nas vendas do Feirão Caixa da Casa Própria 2018, que ocorreu entre sexta-feira e domingo, no Centro de Eventos da Pucrs, em Porto Alegre. Pessoas como o zelador Júlio Antônio da Costa Veneral, 50 anos, tiveram a oportunidade de adquirir um imóvel pela primeira vez na vida. "Moro de aluguel há 20 anos, e agora tenho um apartamento para dizer que é meu", comemorava Veneral ao lado do filho, Vitor Hugo (16 anos). De acordo com o zelador, que financiou R$ 142 mil para comprar a moradia de dois quartos (dentro do Programa Minha Casa Minha Vida), esse era um sonho que ele vinha alimentando há mais de seis anos. "Estou muito feliz e com uma expectativa de um futuro próspero."
Produtos de valores mais baixos, com foco na parcela da população que se enquadra no Programa Minha Casa Minha Vida (Faixas 1,5 e 2), se destacaram nas vendas do Feirão Caixa da Casa Própria 2018, que ocorreu entre sexta-feira e domingo, no Centro de Eventos da Pucrs, em Porto Alegre. Pessoas como o zelador Júlio Antônio da Costa Veneral, 50 anos, tiveram a oportunidade de adquirir um imóvel pela primeira vez na vida. "Moro de aluguel há 20 anos, e agora tenho um apartamento para dizer que é meu", comemorava Veneral ao lado do filho, Vitor Hugo (16 anos). De acordo com o zelador, que financiou R$ 142 mil para comprar a moradia de dois quartos (dentro do Programa Minha Casa Minha Vida), esse era um sonho que ele vinha alimentando há mais de seis anos. "Estou muito feliz e com uma expectativa de um futuro próspero."
Até o fechamento desta edição, a organização do evento calculava que as vendas tenham se assemelhado às do ano passado (em valores), se aproximando da quantia de R$ 1 bilhão. "As ofertas foram bastante diversificadas, com alternativas de financiamentos de imóveis a partir de R$ 100 mil até valores superiores a R$ 1 milhão", comenta a Superintendente Executiva de Habitação da Caixa Econômica Federal (CEF) em Porto Alegre, Angélica Philippe.
Recentemente, a instituição divulgou o aumento da cota de financiamento (antes em 50%) para até 70% e a redução das taxas de juros do crédito imobiliário (de até 1,25%) utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). "Isso significa uma redução de até R$ 50 mil para um imóvel de R$ 300 mil, dependendo da linha de crédito", exemplifica a gestora. A CEF também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70% e inseriu 200 imóveis para leilão no evento.
No total, em torno de 9 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos da Pucrs durante os três dias do Feirão. Ao todo, 68 expositores ofertaram mais de 9 mil imóveis novos (2,8 mil) e usados (6,9 mil), localizados na Capital e na Região Metropolitana. Das 30 construtoras e cerca de 10 correspondentes imobiliários Caixa, além de 34 imobiliárias que ocuparam os estandes do evento, a Bolognesi foi um dos expositores bem-sucedidos. "Superamos as nossas expectativas de vendas e alcançamos a marca de R$ 35 milhões, comercializando cerca de 300 unidades", contabilizou o gerente comercial da empresa, Gilson Nogueira. Com produtos a partir de R$ 99 mil, a Bolognesi atraiu muitos clientes do Minha Casa Minha Vida, principalmente da Faixa 3 (casas no valor de R$ 160 mil). Entre os compradores deste produto, a auxiliar administrativa Nerci Francisca de Campos, 60 anos, financiou ontem uma casa de dois quartos, ainda em construção. "Ainda vai levar dois anos para ser entregue", informa a consumidora, que deu R$ 15 mil de entrada pelo imóvel localizado na Zona Leste da Capital.
"Na sexta-feira, atendemos o mesmo volume de clientes do primeiro dia no ano passado; e no sábado, superamos em 30% o segundo dia. No domingo da edição deste ano, teve até fila durante horas, e o estande permaneceu sempre cheio", ilustra o gerente de vendas da construtora Tenda, Felipe Guajardo Tzung. Até o meio da tarde de ontem, a empresa vendeu mais de 70 imóveis (em torno de R$ 10 milhões) no Feirão de 2018. "Também atendemos centenas de clientes, que são futuros compradores da construtora", emenda o gerente, ressaltando que a Tenda é uma das poucas empresas com Faixa 1,5 (para salários de até R$ 2,6 mil) em Porto Alegre.