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Energia

Notícia da edição impressa de 07/05/2018. Alterada em 06/05 às 20h01min

Fusão deverá mudar data de reajuste da RGE Sul

Tadiello espera que a integração ocorra a partir de janeiro de 2019

Tadiello espera que a integração ocorra a partir de janeiro de 2019


/FREDY VIEIRA/JC
Jefferson Klein
Tradicionalmente, o reajuste tarifário da RGE Sul (antiga AES Sul) é realizado sempre no dia 19 de abril, mas, no próximo ano, a data deverá ser alterada. Essa será uma das consequências da união dessa concessionária com a RGE (ambas companhias são controladas pelo grupo CPFL). A perspectiva é de que, ao se tornarem uma única distribuidora de energia, o reajuste caia no dia que hoje é determinado para as alterações nas contas de luz da RGE: 19 de junho.
Tradicionalmente, o reajuste tarifário da RGE Sul (antiga AES Sul) é realizado sempre no dia 19 de abril, mas, no próximo ano, a data deverá ser alterada. Essa será uma das consequências da união dessa concessionária com a RGE (ambas companhias são controladas pelo grupo CPFL). A perspectiva é de que, ao se tornarem uma única distribuidora de energia, o reajuste caia no dia que hoje é determinado para as alterações nas contas de luz da RGE: 19 de junho.
É mais lógico que o reajuste da RGE Sul passe para junho, pois haverá mais tempo para lidar com os reflexos e cálculos da mudança. O presidente de RGE e RGE Sul, José Carlos Saciloto Tadiello, calcula em 99% o grau de certeza que isso acontecerá, caso seja confirmada a permissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quanto à junção. O executivo lembra que o agrupamento das distribuidoras foi aprovado no Conselho de Administração da CPFL e o pedido, protocolado na Aneel em março.
Tadiello estima que, se tudo transcorrer satisfatoriamente, a partir de 1 de janeiro de 2019, RGE e RGE Sul passarão a ser uma única empresa. A marca da nova companhia já foi definida, será a da RGE, tirando o Sul do nome. Porém a razão social aproveitada, por questões tributárias e outras vantagens, será a da RGE Sul. O dirigente reforça que a transformação em uma única empresa permitirá ganhos de sinergia, escala e logística, assim como a melhoria dos atendimentos, com redução dos custos operacionais.
O investimento das duas concessionárias em 2017 foi de aproximadamente R$ 800 milhões, e a perspectiva para 2018 é alcançar montante semelhante. A RGE Sul possui em torno de 1,9 mil funcionários próprios, atendendo a 1,36 milhão de unidades consumidoras, e a RGE registra cerca de 1,6 mil colaboradores, com um mercado de 1,48 milhão de unidades. A RGE Sul atende 118 municípios e tem 100 mil quilômetros quadrados de área de abrangência. A atuação concentra-se em Região Metropolitana, Centro, vales dos rios Taquari, Pardo e dos Sinos, e Fronteira-Oeste. Já a RGE atende a 255 cidades, o que representa mais da metade dos municípios gaúchos, espalhados por cerca de 90 mil quilômetros quadrados, principalmente no Norte e Nordeste do Estado.
A fusão de concessionárias desse porte, frisa Tadiello, até hoje não ocorreu no Brasil. A iniciativa terá que passar por audiência pública, o que deve ocorrer depois do começo de junho. O que não está definido é onde será a sede da nova companhia, se em Caxias do Sul, onde está a da RGE, ou em São Leopoldo, onde fica a da RGE Sul. No momento, Tadiello divide seu tempo entre a Serra e o Vale do Sinos. No caso da RGE Sul, em julho completa-se um ano da troca da sede de Porto Alegre para São Leopoldo. No atual prédio estão presentes as gestões comercial e operacional, departamento jurídico, entre outras funções. A unidade nessa cidade tem uma área construída de cerca de 4,3 mil m2.
O Centro de Operações Integrado (COI) da RGE Sul, que fica desse edifício, está apostando na tecnologia para otimizar as ações. O complexo usa a plataforma In Service, conectada via satélite, que faz o acompanhamento de todas as equipes de trabalho, identificando minuto a minuto a posição geográfica de cada grupo de técnicos em todos os municípios de área de concessão da distribuidora. No ano passado, o COI fez cerca de 725 mil atendimentos, sendo 500 mil comerciais, como ligação de novos clientes, e 225 mil de emergência, uma média de 2 mil atendimentos a cada 24 horas.