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Porto Alegre, quarta-feira, 02 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 03/05/2018. Alterada em 02/05 às 22h46min

Dólar à vista tem nova alta e fecha a R$ 3,55

Cotação da divisa norte-americana registrou valorização de 1,36%

Cotação da divisa norte-americana registrou valorização de 1,36%


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O dólar teve mais um pregão de forte alta ontem em relação ao real e a outras moedas, em função da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Logo após o comunicado do Fed, a moeda perdeu, por um pequeno momento, a força de alta, mas, perto do fechamento, voltou a subir e fechou quase na máxima.
O dólar à vista encerrou o pregão a R$ 3,5518, com valorização de 1,36%. A moeda prossegue no patamar de junho de 2016, maior valor desde 2 de junho daquele ano, quando fechou a
R$ 3,5843 - na época, o mercado avaliava que o governo de Michel Temer teria força política para aprovar o ajuste fiscal, e o Fed sinalizava que os juros dos EUA não subiriam no curto prazo. O giro negociado ontem, pós-feriado, foi elevado: US$ 1,8 bilhão à vista.
Como esperado, a taxa dos Fed Funds foi mantida entre 1,50% e 1,75%, por unanimidade. No texto, os diretores do Fed fizeram uma avaliação otimista sobre o mercado de trabalho, mas demonstraram tranquilidade em relação às pressões inflacionárias. O comunicado afirma que o mercado de trabalho "continuou a se fortalecer" e preveem crescimento forte no emprego e nos investimentos.
Mesmo assim, o mercado continua apostando que haverá uma nova alta das taxas em dezembro deste ano. Conforme os números do CME Group, as apostas dos investidores em mais elevações de juros dos Estados Unidos neste ano aumentaram ligeiramente ontem. Além de elevações dadas praticamente como certas, em junho e setembro, as apostas para outra elevação em dezembro aumentaram de 47,6%, antes do Fed, para 49,1%.

Bolsa sofre queda de 1,82%

A manutenção do tom gradualista do Fed não foi suficiente para anular as perdas no mercado acionário brasileiro ontem. Evento mais esperado do dia, a reunião de política monetária do BC dos Estados Unidos mostrou ainda um discurso moderado por parte de seus dirigentes. No entanto as diferentes análises do comunicado incentivaram um pequeno aumento nas apostas de um aperto monetário mais intenso, o que tornou a intensificar a aversão ao risco no período da tarde.
O Índice Bovespa terminou o dia aos 84.547 pontos, em queda de 1,82%. Os negócios somaram R$ 11,7 bilhões. Desde cedo, o desempenho das bolsas de Nova Iorque foi acompanhado de perto, sempre com a expectativa pelo Fed no pano de fundo dos negócios. No pior momento da manhã, o Ibovespa chegou a cair 1,75%.
Como a reação inicial ao Fed, as bolsas de Nova Iorque reverteram as perdas e passaram a subir moderadamente, suavizando as perdas do Ibovespa. Mas o movimento durou pouco, e os índices em Nova Iorque voltaram ao terreno negativo, renovando mínimas no dia. Com isso, o Ibovespa chegou a cair 2,01% na última hora de negociação.
Apesar da forte expectativa com a conclusão da reunião do Fed, outros fatores foram determinantes para o viés negativo do mercado brasileiro, segundo apontaram operadores e analistas. Um deles teria sido essencialmente técnico, devido à ocorrência do feriado na terça-feira, que manteve o mercado brasileiro fechado, enquanto os negócios seguiram normalmente em Nova Iorque. Com as quedas dos ADRs na terça-feira, houve ajustes ontem para reduzir o descompasso entre os valores dos papéis.
Outro motivo apontado para a queda foi o desempenho negativo das ações do setor financeiro, que responde por mais de 25% da composição da carteira do Ibovespa. O grupo foi liderado por Itaú Unibanco PN, que despencou 4,51%, como reação ao balanço divulgado ontem. O banco reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,42 bilhões no 1º trimestre, levemente acima da expectativa do mercado, de R$ 6,37 bilhões. Petrobras ON teve baixa de 0,24%, e Petrobras PN recuou 1,61%, em meio a um dia de instabilidade nos preços do petróleo. Vale ON subiu 0,08%.
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