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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de maio de 2018.
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Cultura

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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 29/05/2018. Alterada em 28/05 às 17h43min

Na dimensão poética: Daniel Drexler faz show em Porto Alegre nesta sexta

Músico apresenta músicas de seu novo disco, Uno, no Theatro São Pedro

Músico apresenta músicas de seu novo disco, Uno, no Theatro São Pedro


JETMIR IDRIZ/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Médico e músico, o uruguaio Daniel Drexler acredita que, durante muito tempo, viveu em dois universos antagônicos. Nos últimos cinco anos, entretanto, olhou para trás e percebeu que a maior parte das coisas belas que aconteceram em sua vida ocorreu devido a uma intersecção entre eles. Uno (2017), seu mais novo disco, resulta dessa percepção e do desejo de viver em uma dimensão poética. "É a celebração da constatação de que consegui unir o que estava acontecendo comigo na arte e na ciência", resume ele.
O artista volta a Porto Alegre no fim de semana para apresentar, pela primeira vez na capital gaúcha, o show baseado no projeto. O espetáculo acontece na sexta-feira (1º), a partir das 21h, no Theatro São Pedro. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria local ou pelo site do teatro, por valores entre R$ 50,00 e R$ 120,00.
Uno chegou ao mercado três anos após Tres tiempos, que incluía um livro, um DVD e um CD virtual. O projeto triplo representou uma espécie de fechamento do período em que o músico realizou os álbuns Vacío (2006), Micromundo (2009) e Mar abierto (2013). Com o novo registro, o artista sente estar iniciando uma outra etapa, mesmo sem saber como ela será ou para onde vai lhe levar. "Gosto muito da sensação de estar navegando à toa, e o rumo vai aparecendo dia a dia", afirma. "Tento encarar o trabalho como um novo desafio, sair da minha zona de conforto e buscar que a música continue sendo uma fonte de novidade e criatividade."
Em Febril remanso, uma das faixas presentes no álbum, o compositor canta sobre celebrar o desatino e respirar na poesia. É uma mensagem de cunho pessoal, e não social, ressalta. O objetivo é lembrar-se, a cada manhã, de um esforço o qual acredita valer a pena: a busca pela dimensão na qual ele, aos 49 anos, deseja viver daqui para frente. E se outra pessoa achar a mensagem conveniente? "Maravilhoso. Mas, primeiramente, como falava John Lennon: 'If you want to change the world, first change your mind'. Primeiro é importante mudar o que acontece na sua cabeça".
Outra união que ocorre no disco tem a ver com geografia. O registro foi gravado em três cidades: Montevidéu, Buenos Aires e, especialmente, Rio de Janeiro, com produção de Alexandre Kassin. Drexler entrou em contato com o carioca, que já produziu nomes com o Adriana Calcanhotto e Los Hermanos, por sugestão de Marcelo Jeneci, após uma apresentação em São Paulo. "Convidei o Jeneci para cantar uma das músicas no show (Al menos un segundo, gravada no disco com a mesma participação especial). Foi ele quem me disse que ela tinha uma batida muito brasileira", lembra o compositor.
De acordo com Drexler, as faixas de Uno têm muito da música uruguaia, como candombe e milonga, mas, ao mesmo tempo, precisavam de um tratamento efusivo na esfera rítmica. "Sempre ouvi muita música de raiz afro, muita música brasileira. Montevidéu também tem uma raiz afro, mas com aquele humor de uma cidade onde faz frio, não é um afro tropical, é um afro temperado", descreve ele, que achou interessante estabelecer uma ponte entre os sons desenvolvidos no Rio da Prata e no Rio de Janeiro.
Artistas dos três países participaram das gravações. Do Brasil, constam nomes como Marcos Suzano, percussionista que acumula trabalhos ao lado de ícones que vão de Gilberto Gil a Gal Costa. Dos países vizinhos, foram chamados nomes como Gonzalo Gutiérrez, Dany López e Matias Cella. Os três são os responsáveis pela produção dos álbuns anteriores de Drexler.
Já o repertório do espetáculo no Theatro São Pedro vai ser centrado no lançamento, mas o público pode esperar outras canções que marcaram a trajetória do cantor. "Já temos um namoro de muitos anos", comenta ele, sobre o público porto-alegrense. "Temos músicas que curtimos juntos ao longo do namoro. É muito bonito que elas apareçam de novo." Para acompanhá-lo, sobem ao palco Fede Wolf (percussão, violão e voz de apoio), e Analia Parada e Camila Ferari, também nas vozes de apoio.
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