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Porto Alegre, terça-feira, 01 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 02/05/2018. Alterada em 01/05 às 23h01min

Só três partidos têm igualdade de gênero em cargos de comando

Lívia Araújo
Além de ocuparem somente 9,9% das cadeiras parlamentares no Brasil, as mulheres padecem de sub-representação política também no âmago dos partidos políticos: as comissões executivas. A média de mulheres ocupando os postos mais importantes nas siglas no Rio Grande do Sul é de 23,6%, representação que está aquém da adesão feminina nas filiações partidárias, já que elas são 44,3% dos integrantes dos partidos, em média.
O Jornal do Comércio realizou um levantamento, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que esmiúça a composição dos cargos de comando de 28 legendas com diretórios no Estado (quadro ao lado). Entre os três partidos com paridade de gênero em suas executivas, o PT prevê a igualdade entre homens e mulheres no estatuto, que determina que "as direções partidárias, delegações e cargos com função específica de secretarias deverão ter paridade de gênero (50% de mulheres e 50% de homens)"; no caso da Rede, o estatuto prevê que "deverá ser considerado o balanço de gênero na composição geral da Comissão Nacional Provisória sendo preferencialmente em cada função"; já o PR não possui nenhum item, em seu estatuto, que preveja paridade em cargos de direção.
"A resistência (à participação feminina) está nos partidos políticos", resume a cientista política Patrícia Rangel, que estuda a área de gênero e participação política na Universidade de São Paulo (USP). Segundo a pesquisadora, a crença de que as mulheres não se interessam na vida partidária é contrariada pelo volume real de filiadas e pela própria dinâmica interna dos partidos políticos e das campanhas eleitorais. "Elas fazem o 'trabalho de formiguinhas': participam dos comitês dos candidatos que recebem investimento dos partidos, distribuem panfleto, organizam evento para levantar fundos para as candidaturas", explica.
Toda essa atividade, no entanto, não se reflete na presença feminina, e ainda menos nas eleições. Patrícia Rangel traz outros dados apurados por ela: nas eleições de 2016, o número de candidatas laranja - inscritas apenas para completar a cota partidária obrigatória, mas que não recebem votos - chegou a 10% dos registros. Já com os homens, apenas 0,6% dos candidatos não receberam nenhum voto. "É um indício empírico de que os partidos não estão interessados em promover (as candidaturas femininas)", constata a pesquisadora, que conclui: "Não adianta você ter um sistema eleitoral perfeito, com cota ou lista fechada. Se o partido político não falar 'eu vou incluir X mulheres na direção do partido' ou 'vou colocar essas mulheres com chance de eleição', não adianta".
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Juliano Bruni/Arte/JC
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