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Porto Alegre, terça-feira, 10 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 10/04/2018. Alterada em 10/04 às 11h12min

Fórum da Liberdade realiza o primeiro encontro de presidenciáveis

Evento em Porto Alegre permitiu exposição de propostas no primeiro encontro dos candidatos ao Planalto

Evento em Porto Alegre permitiu exposição de propostas no primeiro encontro dos candidatos ao Planalto


MARIANA CARLESSO/JC
Marcus Meneghetti
Porto Alegre sediou ontem o primeiro encontro entre pré-candidatos à presidência da República, durante o Fórum da Liberdade, realizado no centro de eventos da Pucrs - que, aliás, estava tão lotado que muitas pessoas tiveram que assistir ao evento em um telão instalado do lado de fora do auditório. Embora os presidenciáveis não tenham se confrontado, pois cada um subia ao palco separadamente para apresentar suas ideias, ficou claro como eles vão se apresentar durante a campanha eleitoral.
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (PMDB) aparentava estar nervoso. Ele se apresentou como a pessoa responsável pela recuperação da economia brasileira, através do seu trabalho no governo Michel Temer (PMDB) - com quem deve disputar o direito de concorrer pelos peemedebistas. Defendeu as reformas propostas pela atual gestão.
"Cortamos na carne, reduzindo os gastos do Estado, através da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do teto de gastos. Fizemos a reforma trabalhista que melhorou a relação entre trabalhadores e empregados, mas principalmente diminuiu substancialmente a indústria do litígio", citou Meirelles. Ele foi aplaudido ao falar da legislação trabalhista.
Para o peemedebista, a falta de experiência em cargos eletivos não deve prejudicar sua candidatura. "Falta de experiência em ocupar cargo eletivo não prejudica articulação de pautas polêmicas. O Brasil demanda tipos de gestores que modifiquem o Brasil. Temos que mostrar resultados, não incitar as falas que iludem", disse.
Além das pautas que tornaram Marina Silva (Rede) conhecida - como a defesa do meio ambiente, por exemplo - ela evitou o tom beligerante e adotou um tom conciliador. Disse que, se ganhar, "vai governar com os melhores do PT, PSDB, PMDB, que hoje estão no banco de reservas". "Vou fazer uma campanha franciscana. Vou ter 10 segundos de TV, por ser de um partido pequeno", resumiu.
Ao mencionar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu "não só a prisão a partir da condenação em segunda instância, mas também o fim do foro privilegiado". "Senão, criam-se dois pesos e duas medidas: os políticos e empresários sem foro são presos, e os com foro, não. Assim, o Renan Calheiros (PMDB), Aécio Neves (PSDB), por exemplo, ficam soltos", arrematou Marina - arrancando manifestações entusiasmadas da plateia.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu seu legado no cargo. "No governo do Estado de São Paulo, tivemos R$ 5,3 bilhões de superávit primário no ano passado, sem aumentar impostos, apenas reduzindo despesas", falou.
Ele também tentou se desvincular da imagem de políticos do seu partido, envolvidos em casos de corrupção, como por exemplo o senador Aécio Neves. "Sou do interior, filho de funcionário público, não sou de dinastia política".
Ele sustentou ainda que parcerias público-privadas (PPPs), como as que foram adotadas na sua gestão em São Paulo, são o melhor caminho para investimentos no Brasil. "PPPs são necessárias. Fazer concessões de água, trem, energia elétrica gera empregos na veia. O segredo é um bom marco regulatório", sustentou Alckmin.
O único pré-candidato de centro-esquerda que participou do debate foi Ciro Gomes (PDT) - que, para a surpresa de todos, arrancou aplausos e risadas dos espectadores, ao se assustar com a sineta que soava quando tempo estava acabando. "Se querem que eu pare de falar, é só pedir", brincou, conquistando certa simpatia da plateia.
Ao falar sobre privatizações para um público majoritariamente favorável a essa medida, disse que foi favorável à venda à iniciativa privada do setor de telecomunicações. Por outro lado, se manifestou contrário a privatizar outros setores, como a Petrobras. "Se vendermos ela, vem uma estatal da Noruega e compra. E aí quem está certo: nós (que vendemos) ou os noruegueses (que comprariam)?", provocou.
Ele também tentou se desvincular tanto do governo Lula quanto do de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - dos quais participou. "Participei do governo que implantou o Plano Real e dos primeiros anos do governo Lula, e me afastei dos dois quando começaram a aparecer suas contradições".
Os dois empresários João Amoedo, pré-candidato do Novo, e Flávio Rocha, pré-candidato do PRB, se apresentaram como as novas caras da política. Ambos defenderam com veemência as ideais liberais e foram bastante aplaudidos.
Amoedo não foi mais aplaudido quando defendeu privatizações ou o fim do foro privilegiado, mas sim quando se declarou contrário ao estatuto do desarmamento. Defendeu alguns programas do governo federal, como o Bolsa Família. "É um programa importante, porque os mais pobres precisam de uma rede de proteção. O problema é que não ofereceu uma porta de saída", disse.
Ao explanar sobre sua trajetória, Rocha não citou a experiência nos dois mandatos como deputado federal, mas sim sua experiência na presidência na rede de lojas Riachuelo. Ele sintetizou suas propostas assim: "O perigo que corremos hoje no Brasil é que o marxismo cultural bagunce os valores da sociedade. Temos que combinar uma estratégia econômica liberal, aliada com uma indignação enérgica à erosão dos valores da sociedade".
 
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Comentários
Ana Lucia Krause 10/04/2018 13h40min
Meirelles tem conduções de medidas para fazer a economia voltar a ser o que era, embora algumas medidas não sejam aceitas, são medidas que já deveriam ter sido feitas em governos anteriores, pois assim não seriam tão ruim.