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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 27/04/2018. Alterada em 26/04 às 20h48min

Emprego de menina?

Renata Zepelini
Ao longo da vida, nos ensinam que existem brinquedos diferentes para meninos e meninas, assim como cores, roupas, tipos de filme, modos de falar e esportes que cada um deveria praticar. E na vida profissional não seria diferente. Deveríamos escolher e ser escolhidos para cargos "masculinos" ou "femininos". A nós, mulheres, era somente permitido trabalhar com temas que envolvessem crianças, beleza, limpeza, organização e educação.
A atual geração já convive com menos barreiras, e as empresas estão percebendo isso, tanto no que se refere ao consumidor final, quanto na democratização do espaço profissional, no qual mulheres são eleitas para profissões que antigamente eram apenas "para homens". Eu mesma, se tivesse seguido o que a sociedade me dizia ser o "certo" nos anos 1980, não teria chegado onde cheguei. Escolhi uma profissão com a qual, ainda hoje, muitas mulheres não têm afinidade, pois cresceram ouvindo que as ciências exatas são para homens. Escolhi a área de Tecnologia da Informação (TI) e sempre fui minoria, nas salas de aula e nas empresas. Mas, se tivesse focado na questão de gênero, não teria ido longe. Assim como todos que querem vencer na profissão que amam, fui atrás de desafios e venci cada um deles. Liderar uma área de TI é desafiador, mas não por ser tipicamente masculina, e sim pela responsabilidade de inspirar uma equipe, mostrando que todos podem alcançar seus objetivos, independentemente do gênero. Felizmente, trabalho em uma organização em que mais de 50% das mulheres estão em cargos de liderança e que possui um sério código de ética e de conduta. Mas, fora daqui, ainda lidamos com uma realidade desigual.
No Brasil, por exemplo, as mulheres representam apenas 15% dos alunos nas universidades em cursos de tecnologia e apenas 16% dos concluintes, de acordo com dados do Inep. É difícil mudar o todo a partir da perspectiva de um só lado. Mas acredito que devemos fazer nossa parte para impulsionar a democratização. Portanto, mulheres, dediquem-se e entreguem sempre o seu melhor. E só assim, venceremos as barreiras sem deixar nenhuma dúvida sobre nosso potencial e força.
Diretora de TI do McDonald's Brasil
 
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