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Porto Alegre, domingo, 22 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 23/04/2018. Alterada em 22/04 às 22h05min

Senar: Um quarto de século que vale muito

Tarso Francisco Pires Teixeira
Quanto tempo dura uma geração? Eis aí uma pergunta para a qual não existe uma única resposta, ou ao menos, não existe um consenso amplo sobre qual resposta seria mais aceita. Alguns dizem que uma geração dura a média do tempo de vida das pessoas em uma sociedade, o que seria hoje algo em torno de 75 anos. Outros definem "geração" como um espaço de tempo caracterizado por comportamentos e hábitos sociais, e que pode durar entre 30 a 25 anos.
Historicamente, tivemos a chamada "Geração Perdida", nascidos entre 1883 e 1900 que viveram a Primeira Guerra Mundial; "Geração Grandiosa", que lutou a Segunda Guerra Mundial; os chamados Baby Boomers, nascidos após a Segunda Guerra, e que dominaram a política até os anos 1980; as gerações X, Y e Z, e assim por diante. É o que se dá no agronegócio brasileiro com a existência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que neste ano de 2018 completou seu Jubileu de Prata. Desde sua criação através da Lei Federal nº 8.315, de 1991, o Senar nasceu, não somente para assegurar formação e qualificação aos empregados do campo, mas especialmente para dotar o empregado rural de um espírito empreendedor, transformando-o num agente de mudanças do processo produtivo. Se hoje o Brasil produz mais de 200 milhões de toneladas de grãos, equivalendo praticamente a uma tonelada de alimentos por habitante, usando apenas 8% do solo disponível no País, isso se deve não somente ao grande incremento de tecnologia nas lavouras e na pecuária, mas também ao grande número de profissionais que, em todo o Brasil, foram capacitados e treinados para esta nova fase do agronegócio nacional.
Sabemos que ainda há muito a ser feito. Mas graças ao investimento feito em capacitação nos últimos 25 anos, o arquétipo do trabalhador rural como o matuto atrasado e sem estudo, só existe ainda em algumas telenovelas, que não tratam o homem do campo com respeito. Hoje, o trabalhador rural brasileiro é formado, especializado, se prepara para exercer sua atividade e, por conta disso, também é melhor remunerado.
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e vice-presidente da Farsul
 
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