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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 19/04/2018. Alterada em 18/04 às 21h14min

Tem gente que cresce somente na cizânia

Nadir Silveira Dias
Desde criança aprendi que era muito e muito necessário aprender. Imprescindível, imperativo aprender e trabalhar para poder sustentar a família. Disso nunca discordei e, ao contrário, em mim mesmo, via com alegria que o que eu pensava era também o que pensavam os que me tinham e cuidavam de mim. É certo que os tempos eram outros.
Ao concluir o Curso Primário com a duração de cinco anos, o aluno saia apto para trabalhar em qualquer departamento de qualquer empresa, em qualquer setor, primário, secundário ou terciário.
Ainda não existia a reforma da educação de 1972, que foi piorada, mas ainda era muito boa, comparada com a que veio depois. O foco mais fino, porém, dessas reflexões se prende ao fato de que éramos ensinamos, em casa e na escola, para sermos homens e mulheres aptos para o exercício da cidadania com a linha mestra de reto caráter, reto agir, solidários e prestativos para com o próximo, e tendo como corolário, em qualquer aspecto, a boa formação, e com explícita reprimenda do que com isso não se coadunasse, fosse quem fosse, viesse de onde viesse. Os professores não eram tão bem pagos, tanto quanto mereceriam, mas eram muito bem pagos pelo que depois se seguiu, e absolutamente muito respeitados, pois eram considerados, e assim deviam ser considerados pelo que orientavam as famílias, os segundos pais.
E agora o salto de meio século, mais ou menos, onde estamos? Quase caos? Meio caos? Caos mediano? Caos profundo? Ou pós-caos? Há muito que tudo cresce como rabo de cavalo, e muito rapidamente, para baixo. E sem que haja dono para cortar o rabo do cavalo, pois todos sabem que se não se cortar o rabo do cavalo ele vai acabar por não andar. Acabará por não cumprir a finalidade para a qual foi criado pela Criação, que tudo fez; tudo sabe e tudo vê.
E é tão pouco o que se vê do que então era foco: A formação do indivíduo. Até parece, às vezes, que o objetivo é exatamente o contrário: Não formar. Desformar. Desinformar. Fazer dele agente de todas as coisas, folha seca em mar revolto!
E ver quanto cresce quem prega o contrário disso tudo, causa muito e muito espanto. Nocividade, joio, desarmonia, rixas, más semeaduras, enfrentamentos, extremismos, rótulos, contrarrótulos, cizânia, servem mesmo para quê?
Jurista, escritor e jornalista
 
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