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Porto Alegre, terça-feira, 10 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Relações Exteriores

Notícia da edição impressa de 11/04/2018. Alterada em 10/04 às 22h44min

Filha de ex-espião russo recebe alta de hospital

É possível que Yulia e Sergei recebam novas identidades para viver

É possível que Yulia e Sergei recebam novas identidades para viver


REPRODUÇÃO/FACEBOOK /JC
Yulia Skripal, filha do ex-espião russo Sergei Skripal - ambos vítimas de um ataque com agente neural em Salisbury, no Sul da Inglaterra -, recebeu alta ontem, conforme informou um funcionário do sistema de saúde britânico. Segundo a médica-diretora do hospital,
Christine Blanshard, "este não é o fim de seu tratamento, mas é um marco significativo" para sua saúde. Ela não forneceu informações sobre Skripal para manter a privacidade do paciente. Yulia, de 33 anos, foi levada a um local seguro.
Christine afirmou que Skripal, o aparente alvo do ataque, se recupera mais lentamente que a filha, mas continua melhorando. "Ambos os pacientes responderam excepcionalmente bem ao tratamento que fornecemos, mas estão em estágios de recuperação diferentes", ressaltou. Não há previsão de data para a alta do ex-espião.
Skripal e a filha foram envenenados no dia 4 de março e passaram várias semanas em estado crítico. O ataque levou a um confronto entre Rússia e Reino Unido, reavivando tensões da Guerra Fria. O governo britânico acusa a Rússia pelo ato e não deve revelar detalhes sobre Yulia, devido à importância da questão. Caso ela esteja suficientemente bem, é provável que seja questionada por funcionários de segurança e policiais sobre os eventos anteriores ao envenenamento.
A embaixada russa parabenizou Yulia pela recuperação através do Twitter, mas sublinhou que Moscou precisa de uma "prova urgente" de que "o que está sendo feito com ela tem seu consentimento". O governo russo afirma que não teve nenhuma participação no ataque e exigiu acesso a Yulia. Ainda não está claro onde os Skripal viverão após se recuperarem. Autoridades britânicas deram indícios de que o ex-espião talvez não esteja mais seguro para viver abertamente como antes.
Bob Ayers, ex-analista de segurança para a CIA (agência de inteligência norte-americana), comentou que é possível que Skripal e Yulia ganhem novas identidades na Grã-Bretanha ou nos Estados Unidos e sejam colocados sob um programa de proteção a testemunhas. Também é possível que escolham viver abertamente, acreditando que a Rússia não atacaria novamente. "Eles podem querer não se esconder. Agora que a tentativa de assassinato foi descoberta, as chances de que os russos não atentem de novo contra eles são boas. Estão sob vigilância, câmeras policiais", explicou. O especialista não crê que Yulia retorne à Rússia.
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