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Mercado Financeiro

10/04/2018 - 19h07min. Alterada em 10/04 às 19h11min

Bolsas de Nova Iorque têm forte alta, embaladas por Facebook e China

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta terça-feira (10) em alta, em um movimento de recuperação embalado pelo discurso do presidente da China, Xi Jinping, que sinalizou uma abertura econômica do país. Na metade final do pregão, o depoimento do presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, no Senado dos Estados Unidos ajudou as ações de tecnologia, que renovaram sucessivas máximas e apoiaram a forte alta dos indicadores acionários americanos.
Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta terça-feira (10) em alta, em um movimento de recuperação embalado pelo discurso do presidente da China, Xi Jinping, que sinalizou uma abertura econômica do país. Na metade final do pregão, o depoimento do presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, no Senado dos Estados Unidos ajudou as ações de tecnologia, que renovaram sucessivas máximas e apoiaram a forte alta dos indicadores acionários americanos.
O índice Dow Jones apresentou ganho de 1,79%, aos 24.408,00 pontos; o S&P 500 subiu 1,67%, aos 2.656,87 pontos; e o Nasdaq avançou 2,07%, aos 7.094,30 pontos. O subíndice de tecnologia do S&P 500 teve alta de 2,48%, para 1.152,03 pontos, enquanto o de energia saltou 3,32%, para a marca de 516,73 pontos.
No Fórum Boao para a Ásia, Xi Jinping surpreendeu ao prometer ampliar "de maneira significativa" o acesso externo ao mercado chinês, especialmente nos setores de capitais e automobilístico. Como contrapartida, o líder do país asiático disse esperar que outras nações reduzam restrições de comércio em produtos tecnológicos. Além disso, Xi afirmou que "o diálogo é a melhor maneira de resolver disputas", sem citar diretamente as barreiras tarifárias anunciadas pelos EUA contra a China nas últimas semanas.
"O discurso ocorreu em um momento em que as tensões entre a China e os EUA arriscam se transformar em uma guerra comercial e em que a China está perdendo seu fascínio para os investidores globais", afirmou a economista Jinyue Dong, do BBVA. Em nota a clientes, ela aponta que as novas políticas de abertura anunciadas pelo líder chinês "demonstram o compromisso da China com a abertura e podem liberar as tensões em algum grau e impulsionar novamente a confiança do mercado na China". No entanto, ela lembra que isso não significa que o risco de uma guerra comercial será eliminado.
Apesar disso, o impulso comprador foi visto nos mercados acionários na Ásia, na Europa e nos EUA. Com a sinalização de Xi Jinping, ações de montadoras foram bastante procuradas em solo americano: a General Motors subiu 3,28%, a Ford avançou 1,78% e a Fiat Chrysler ganhou 2,03%.
Até mesmo o presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a postura de Xi. "Fico muito agradecido pela gentileza das palavras do presidente Xi. Vamos fazer juntos muitos progressos", escreveu o republicano em seu perfil no Twitter, dias depois de anunciar a possível imposição de mais tarifas sobre US$ 100 bilhões em produtos chineses.
Papéis de bancos também foram bastante comprados nesta terça-feira. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) propôs alterações nos testes de estresse para grandes bancos. De acordo com a autoridade monetária dos EUA, a proposta pode simplificar as regras para as instituições financeiras sem colocar em risco o sistema financeiro americano. As ações do Bank of America terminaram em alta de 2,04% e as do JPMorgan apresentaram avanço de 1,91%.
O evento mais importante do dia, no entanto, ocorreu durante a tarde. Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, depôs no Senado americano, onde defendeu o modelo de negócios da companhia e pediu desculpas pelo uso inadequado de dados de usuários da plataforma. Ele também disse que "está claro" que a companhia não fez o bastante para proteger as informações das pessoas e anunciou uma investigação de dezenas de milhares de aplicativos que utilizam dados do Facebook.
"Ele já havia assumido a responsabilidade por todos os problemas do Facebook, mas os líderes do Congresso o questionaram sobre como ele pretende mudar as políticas e os produtos da empresa para oferecer melhor proteção aos usuários", disse a economista-chefe da Stifel Economics, Lindsey Piegza.
O depoimento de Zuckerberg no Senado americano foi bem-recebido pelos investidores. Em Nova York, a ação do Facebook fechou em alta de 4,50%, a US$ 165,04. Com isso, a companhia atingiu US$ 479 bilhões em valor de mercado, após ganhar US$ 21 bilhões somente nesta terça-feira. O salto do Facebook puxou ações de outras companhias de tecnologia: o Twitter avançou 5,43%, a Netflix subiu 2,81% e o Google teve alta de 1,61%.