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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Direitos humanos

Notícia da edição impressa de 19/04/2018. Alterada em 18/04 às 21h06min

Pão dos Pobres fecha 2017 atendendo 1,2 mil jovens em situação de vulnerabilidade social

Albano Thiele (e), diretor-geral da entidade, apresentou ontem balanço relativo ao ano passado

Albano Thiele (e), diretor-geral da entidade, apresentou ontem balanço relativo ao ano passado


TONICO ALVARES/CMPA/JC
Isabella Sander
Com 122 anos de existência, a Fundação Pão dos Pobres é referência no Estado em atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Originalmente, servia de orfanato para 300 crianças, mas foi agregando funções e, hoje, além de acolhimento institucional, oferece atividades no turno inverso à escola e cursos profissionalizantes. No total, 1.252 crianças, adolescentes e jovens foram atendidos em 2017. O balanço foi apresentado ontem.
O programa com mais atendimentos foi o Centro de Educação Profissional, que ministra cursos técnicos para jovens de 14 a 24 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social. A prioridade é dada aos que já passaram por medidas socioeducativas. Ano passado, 727 pessoas participaram das aulas nos cursos de assistente administrativo, gastronomia, manutenção de computadores, marcenaria, mecânica automotiva e serralheria, por um custo mensal de R$ 635,00 cada.
O Centro de Atendimento Integral, por sua vez, é um programa com foco em menores de seis a 15 anos, estudantes da rede municipal. Foram 9.886 atividades educacionais e sociais para 274 crianças e adolescentes, por um custo mensal de R$ 612,00 por atendido.
O acolhimento institucional abrigou 147 crianças e adolescentes de zero a 18 anos em 2017. Além de morar em abrigos localizados na Capital, os atendidos recebem apoio psicológico, psiquiátrico, social e o que mais for necessário, com custo estimado de R$ 4.755,00 por menor. "O valor é alto porque atuamos na prevenção. Todo o cuidado que temos reverbera no futuro", relata o gerente socioeducativo da entidade, João Rocha. A Fundação Pão dos Pobres depende de doações e parcerias para atuar.
Em funcionamento de 2009 até o ano passado, o Programa de Oportunidades e Direitos (POD), do governo estadual, deixou a fundação em 2018. O motivo é que o novo edital buscava uma única entidade para oferecer cursos profissionalizantes a adolescentes egressos de medidas socioeducativas no Estado, e não mais somente em Porto Alegre, como ocorria até então. "Como não tínhamos segurança de que poderíamos oferecer um bom atendimento para um número maior de adolescentes, preferimos nem nos candidatar", explica Rocha. O programa foi ampliado de 180 para 1,1 mil vagas anuais, e agora é administrado pelo Centro de Integração Empresa-Escola.
Para o diretor-geral da fundação, irmão Albano Thiele, 2017 foi um ano de "excelentes resultados", com a construção de duas novas casas de abrigo institucional. Ele admite, contudo, que o trabalho, mesmo compensador, é difícil. "Às vezes, são trazidos jovens que não deveriam estar aqui, porque estão com problemas de saúde, ou meninas grávidas. No ano passado, cinco meninas grávidas vieram para cá, e não somos uma maternidade, nem uma casa de saúde", observa.
 
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