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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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feira de hannover

Notícia da edição impressa de 25/04/2018. Alterada em 25/04 às 12h54min

Novus triplica produção em Canoas

Especializada em itens eletrônicos, fabricante destina 60% de sua produção para o mercado interno

Especializada em itens eletrônicos, fabricante destina 60% de sua produção para o mercado interno


/LUIZA PRADO/JC
Jefferson Klein, de Hannover
A fabricante de instrumentos eletrônicos Novus está de malas prontas para deixar a capital gaúcha pela cidade de Canoas. A companhia está terminando a construção de sua nova fábrica na cidade vizinha e a troca ocorrerá em setembro, após a planta de Porto Alegre ser desativada.
O gerente de Mercado Internacional da Novus, Rodrigo Zereu, comenta que o objetivo é suprir a atual necessidade de aumento de produção, com expansão do parque fabril. O executivo prefere não detalhar o investimento feito ou números, mas adianta que a capacidade produtiva será triplicada no novo complexo. No momento, a Novus conta com cerca de 180 funcionários no Brasil e não há planos de desligamentos com a mudança da fábrica. O grupo também possui escritórios em São Paulo, Campinas e Curitiba, com foco na atuação comercial, assim como tem representações nos Estados Unidos, Canadá, França e Argentina.
A Novus é uma das empresas que integra a missão das companhias brasileiras e gaúchas na feira de tecnologia industrial de Hannover, mas com um diferencial: está com estande próprio no evento. Essa é a 19ª vez que a empresa expõe na cidade alemã. Zereu destaca que o evento ajudou a abrir canais no mercado exterior para a companhia que, hoje, exporta para mais de 60 países. O grupo possui uma linha bastante ampla de produtos de controle e aquisição de dados e itens eletrônicos para automação industrial, residencial e predial. "A Novus manufatura produtos que desde a origem, do design, são para serem comercializados e competir globalmente", frisa o empresário.
Atualmente, a Novus encaminha para o mercado interno cerca de 60% da sua produção e as exportações, para destinos como América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, correspondem a 40%. Zereu explica que na feira de Hannover as aproximações comerciais acontecem das mais variadas formas. Em algumas ocasiões os negócios são fechados em quatro ou cinco anos depois do evento, sendo que nesse espaço de tempo há muita troca de informações, e há situações em que os acordos são feitos já ao final do encontro.
Na edição deste ano, o maior estande da feira de Hannover é o da Siemens, com uma instalação de 3,5 mil metros quadrados no piso inferior e mais 500 metros quadrados em uma área elevada. A empresa alemã "que está jogando em casa", aproveitou o evento para difundir conceitos como o da empresa digital, que consiste na representação digital de toda a cadeia de valor de um processo produtivo, integrando software e automação, comunicações, segurança e serviços industriais.
Além disso, o grupo divulgou o MindSphere, sistema operacional aberto em nuvem, baseado em Internet das Coisas (IoT), que permite conectar máquinas e infraestruturas físicas ao mundo digital. Ainda é possível aproveitar dados de bilhões de dispositivos inteligentes, viabilizando que os empreendedores encontrem opções para otimizarem seus negócios. O MindSphere é utilizado, por exemplo, no Allianz Arena, estádio em que o maior campeão do campeonato de futebol alemão, o Bayern de Munique, sedia seus jogos. O sistema realiza uma troca de dados como umidade, temperatura e previsão meteorológica que indicarão qual o volume de água que será liberado no gramado para adotar a irrigação mais adequada.
O integrante da área de marketing da Siemens José Borges Frias Jr. salienta que as soluções tecnológicas podem ser aproveitadas nos mais diversos segmentos como o automotivo, de celulose e papel, óleo e gás etc. Quem passar pelo espaço da Siemens na feira poderá observar itens que de alguma forma possuem tecnologia da empresa como um protótipo do veículo híbrido (motor elétrico e a combustão) da Volkswagen, o Tiguan GTE, um robô que realiza cortes de alta precisão em estruturas de aviões e até mesmo um software que otimiza a produção de cerveja controlando questões como volume de produção, temperatura do processo, consumo de água e energia, entre outros fatores.

Depois do Rio Grande do Sul, Acre tem a delegação mais numerosa

Diversos fabricantes levaram para a feira soluções em processos

Diversos fabricantes levaram para a feira soluções em processos


JEFFERSON KLEIN/ESPECIAL/JC
A missão brasileira que chegou na Alemanha para participar da feira de Hannover conta com 43 empresas, sendo que 24 delas são gaúchas, o maior número de representantes. Logo após o Rio Grande do Sul, é o Acre que possui a delegação mais extensa sendo representado por 10 companhias dos setores mineral, madeireiro, moveleiro, gráfico, alimentos, panificação, construção civil e pavimentação.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), José Adriano Ribeiro da Silva, ressalta que o foco do grupo que vem do Norte do País é ver as tecnologias que estão sendo apresentadas atualmente no encontro na Alemanha. "Para observar como isso pode ser integrado no nosso dia a dia, apesar das nossas dificuldades", argumenta José Adriano.
O dirigente, por exemplo, acredita que o Rio Grande do Sul está à frente do Acre quanto à pluralidade de setores, já que o estado do Norte traz de fora a maioria dos seus bens industrializados. Entretanto, o presidente da Fieac sustenta que as empresas precisam estar atentas às modificações dentro do ambiente tecnológico, sobretudo no que diz respeito a uma maior produtividade.
Essa, realmente, está sendo a temática em Hannover. Conforme o engenheiro de produção do Senai-RS Felipe Marcolin, para a feira deste ano, diversas empresas trouxeram soluções que destacam a integração dos processos produtivos. Com isso, é possível reduzir tempo e otimizar procedimentos.
 
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