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Porto Alegre, terça-feira, 24 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Feira de Hannover

Notícia da edição impressa de 23/04/2018. Alterada em 24/04 às 00h21min

Empresas gaúchas buscam novas tendências na feira de Hannover

Evolução e consolidação da Indústria 4.0, cada vez mais presente nas fábricas, serão destaque na mostra

Evolução e consolidação da Indústria 4.0, cada vez mais presente nas fábricas, serão destaque na mostra


/CÂMARA BRASIL-ALEMANHA/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
As companhias do Rio Grande do Sul que estão indo para a edição deste ano da feira de Hannover têm entre os seus principais interesses observar o que está acontecendo de novo no setor industrial e avaliar como trazer para dentro de suas atividades algo dessas práticas inovadoras. O evento na Alemanha começa nesta segunda-feira e se estenderá até a sexta-feira.
Serão 24 empresas gaúchas que participarão da missão organizada pelo Sistema Fiergs, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-RS). O presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, comenta que, em especial, destacam-se no encontro deste ano as áreas de automação industrial, fábrica digital, energia, partes e peças, assim como pesquisa e desenvolvimento. "A feira apresentará também a evolução e a consolidação da Indústria 4.0, que se tornará cada vez mais uma realidade nas nossas fábricas", projeta o dirigente.
Serão mais de 5 mil expositores, de 75 nações diferentes, apresentando tecnologias da chamada indústria integrada. Aproximadamente 60% dos expositores virão do exterior e, depois da Alemanha, as nações que se sobressaem são a China, México, Itália, os Países Baixos e a França.
> VÍDEOS JC: Dallacorte, do Sebrae-RS, diz que meta é trazer inovação a pequenas empresas:
Além da Fiergs, outra instituição do Rio Grande do Sul que estará representada no evento em Hannover é o Sebrae-RS. "O conceito de Indústria 4.0, que vai ser destaque na feira, prevê a automação e otimização dos processos de produção", reitera o coordenador estadual de projetos da indústria do Sebrae-RS, Fabiano Cislaghi Dallacorte. A entidade está auxiliando a ida de 12 pequenas empresas gaúchas para Hannover. Uma das formas de apoio é financeira, com o subsídio de 30% em relação às despesas de transporte, estadia na Alemanha e deslocamento para as visitas técnicas que serão realizadas durante o evento.
Outra maneira de ajudar o pequeno empreendedor do Estado é justamente possibilitar o acompanhamento da feira em grupo. Dallacorte argumenta que o empresário indo sozinho, o choque é maior. O integrante do Sebrae-RS explica que o primeiro fator percebido é a diferença da capacidade de produção que se verifica com a automação mais avançada. "Na missão nós trabalharemos com os pequenos empresários as possibilidades de adequação dos conceitos da Indústria 4.0 com a realidade deles, tentando utilizar o choque de realidade para o bem, canalizando a energia para as possibilidades que eles têm em implementarem questões iniciais de produtividade", antecipa Dallacorte.
São apoiadas pelo Sebrae-RS na missão para a Alemanha as empresas GomaSul, TDS Sistemas de Gestão, RMR Plásticos, DLR Automação, GBC - Giaco Business Company, TK, HWSUL Instaladora Elétrica e Automação, DoLed, TECSISTEL, Kraft Automação, NDS Engenharia e Matusa Madeiras. Essas companhias são provenientes dos municípios de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Esteio, Ijuí, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Panambi e Terra de Areia e são ligadas aos segmentos de automação, metalmecânico, software e beneficiamento de madeira.

Consultores alemães prestam serviços no Rio Grande do Sul

Carolina Hickmann
Contratar consultores internacionais para implementação de novos projetos acarreta em custos elevados para as empresas locais. Em meio a uma recuperação econômica gradual, esta intensão poderia ficar no papel se não fossem opções como a desenvolvida pela organização alemã Fundação Senior Experten Service (SES), representada no País pela Câmara Brasil-Alemanha.
Voltada para o voluntariado de especialistas e executivos alemães aposentados, ou que estão afastados do trabalho, o programa existe desde 1983 e já completou mais de 40 mil missões em cerca de 160 países. São mais de 50 áreas de atuação e 12 mil especialistas cadastrados no banco de talentos da instituição, disponíveis para consultorias de prazo entre três semanas e três meses.
A diretora de projetos na América Latina da SES, Agnes Enzinger, salienta que as principais atividades dos sêniores experts, como são chamados pelo programa, estão ligadas ao treinamento técnico, básico e avançado in company, solução de problemas internacionais e manutenção de máquinas e instalações. No entanto, outras áreas também estão no escopo das atividades dos experts. "A panificadora Petrópolis, em Nova Petrópolis, chama periodicamente um sênior para aperfeiçoar suas especialidades e enraizar costumes de sua tradição alemã", conta.
Da mesma maneira que a iniciativa privada, o poder público pode se valer da iniciativa. A prefeitura de Uruguaiana, por exemplo, recebeu profissional sênior da Alemanha para auxiliar no desenvolvimento do Plano de Mobilidade Urbana do município. Sendo assim, Agnes relata que torna-se difícil a missão de exemplificar todas as áreas de conhecimento abarcadas pelo programa.
A diretora, por outro lado, lamenta que, do total de missões realizados pela instituição, apenas 330 foram feitas no Brasil - majoritariamente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. "Comparando com a China, onde realizamos 6 mil missões, é um número baixo e queremos ampliá-lo rapidamente", diz. Assim, a Câmara Brasil-Alemanha trabalha para a ampliação destes números.
Um dos seniores experts que atua no momento no Brasil é Friedrich Wiegand, que está em sua sexta missão internacional em seu terceiro país. Antes de vir ao Brasil, o expert trabalhou por 30 anos em áreas de produção e garantia de qualidade de autopeças e componentes de chassis em seu país de origem, além de participar em missões na China e na Índia. Até o próximo dia 27, Wiegand prestará serviços na Faboff Indústria Metalúrgica, de São Marcos, que atua no mercado de peças e componentes de posição para o segmento de veículos pesados.
O especialista foi convocado para a implementação de uma nova linha de produtos na empresa. Sua primeira impressão do Brasil foi de uma cultura muito mais próxima a alemã do que a vivenciada nos demais países que esteve em missão. O gerente do projeto, William Souza, relata que os ensinamentos de Wiegand serão o diferencial da nova linha.
 
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