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Porto Alegre, terça-feira, 17 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 18/04/2018. Alterada em 17/04 às 20h26min

Ibovespa recupera perdas e fecha em alta de 1,48%

O Índice Bovespa ingressou em um movimento de recuperação ontem, depois de ter acumulado queda de quase 3% em abril. Contribuíram para isso o cenário de agenda fraca e a maior tranquilidade no Brasil e no exterior, que favoreceram a busca por ações com valores atrativos. Em terreno positivo durante praticamente todo o pregão, o índice terminou o dia em alta de 1,48%, aos 84.086 pontos.
O Ibovespa acumulava perda de 2,93% no mês até a segunda-feira, dia 16, totalmente descolado das bolsas de Nova Iorque, cujo desempenho em abril é positivo na mesma proporção. Pesou nos últimos dias a incerteza com o quadro eleitoral doméstico indefinido, enquanto a situação fiscal do País continua a exigir medidas consistentes. Lá fora, as tensões envolvendo Estados Unidos, China, Rússia e Síria também têm sido fator de volatilidade, mas a falta de notícias negativas favoreceu um novo dia otimista nas bolsas de Nova Iorque, como já havia sido observado ontem.
Na análise por ações, o dia foi de alta praticamente generalizada entre as blue chips da carteira do Ibovespa. Vale ON subiu 3,12%, apoiada pela alta dos preços do minério de ferro. Petrobras ON e PN subiram 1,83% e 1,99%, também incentivadas pela alta dos preços do petróleo.
Um dos destaques do dia foi a ação da BRF, que começou em baixa, incentivada pelas restrições às exportações de carne de aves do Brasil impostas pela Comissão Europeia. À tarde, a situação se inverteu durante a teleconferência de Luiz Fernando Furlan, indicado para presidir o Conselho de Administração da companhia, em substituição a Abílio Diniz. O discurso de coesão do herdeiro da Sadia foi bem recebido, e BRF ON terminou o dia em alta de 0,10%.
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Dólar registra queda de 0,04%

O dólar à vista fechou mais uma sessão em queda ontem, depois de, pela manhã, chegar a subir até os R$ 3,42. Investidores já apontam que a moeda opera agora num patamar de equilíbrio, na casa dos R$ 3,40. Diante da alta volatilidade dos últimos dias, operadores também identificam que, quando o câmbio escapa um pouco mais, para perto dos R$ 3,43, chama a realização de lucros.
No fim do dia, a moeda norte-americana fechou em R$ 3,4103, com baixa de 0,04%, diminuindo a tendência de queda da maior parte da tarde. O volume à vista não foi dos mais fortes, somou US$ 955 milhões. O dia foi de alta das cotações do petróleo no fechamento.
O banco também destacou as emissões externas de algumas companhias brasileiras nos últimos dias; além da realização de lucros, o mercado também falou em fluxo positivo ontem - financeiro e comercial.
Duas empresas realizaram emissões no exterior na semana passada. A Light captou US$ 600 milhões em títulos com vencimento em 2025; e o Banco do Brasil emitiu US$ 750 milhões com vencimento em 2023. Em 2018, as captações no exterior já somam US$ 14,3 bilhões e estão no radar ainda emissões corporativas externas da Andrade Gutierrez, Santander e Lojas Americanas.
O cenário político, apesar de sempre presente nas conversas dos operadores, impactou menos os negócios no câmbio, que oscilou mais em função de questões específicas do mercado.
O dólar perdeu força ante 17 das 31 principais moedas do mundo. O Banco Central vendeu os 3,4 mil contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Até agora, já rolou US$ 1,190 bilhão dos US$ 2,565 bilhões que vencem em maio.
 
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