Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 17 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Varejo

Edição impressa de 17/04/2018. Alterada em 17/12 às 13h17min

Impostos barram avanço do setor atacadista gaúcho

A carga tributária permanece no topo da lista quando o assunto é entrave para o desenvolvimento do setor atacadista no Rio Grande do Sul. Os impostos foram citados em 75,1% das manifestações que constam na Sondagem Setorial realizada pela Fecomércio-RS de 14 a 28 de março com 385 empresas do segmento. No levantamento aparecem ainda a concorrência (33,2%) e a baixa demanda (27,8%) como os empecilhos mais citados pelos atacadistas.
Apesar das dificuldades, as vendas nos últimos seis meses foram avaliadas por 48,8% dos empresários consultados como "muito bom" e como "excelente" por 24,9%. No mesmo período, 66,2% dos respondentes afirmaram que o número de funcionários não sofreu alteração - ou seja, não houve o fechamento de vagas de trabalho.
Em relação ao nível de endividamento das empresas do ramo atacadista no Rio Grande do Sul, a situação mais preocupante está concentrada em 7,8% dos estabelecimentos consultados na Sondagem. Nessas empresas, o endividamento foi considerado "muito alto". Já 39,2% dos estabelecimentos não possuem dívidas e 33,8% estão com as contas controladas. Quando há necessidade de crédito, 51,2% dos empresários recorrem aos bancos e 30,6% fazem uso de capital próprio.
Em relação às expectativas dos empresários atacadistas para os próximos seis meses, a maioria (56,1%) espera que os negócios melhorem um pouco e 21,6% acreditam que se manterão estáveis. Para 73,8% dos consultados a intenção é manter o mesmo número de empregados na empresa, 11,9% pretendem aumentar a força de trabalho e apenas 4,2% planejam reduzir. No que diz respeito ao indicador de expectativa dos empresários com a economia brasileira nos próximos seis meses, 59,5% esperam que o cenário econômico do Brasil melhore um pouco e 20,5% acreditam que a economia se manterá estável.
Outro dado mostra que 20,2% das empresas do setor atacadista do Rio Grande do Sul não efetuam uma análise da situação financeira do estabelecimento no intervalo de tempo considerado adequado. Para estas empresas a análise é realizada apenas semestralmente, anualmente, eventualmente ou nunca é realizado.
Na outra ponta, no entanto, o diagnóstico financeiro mensal é realidade em 63,1% das empresas e, semanal, em 16,6%. Em 84,9% dos estabelecimentos a contabilidade financeira é individual, ou seja, não estão misturadas com as finanças pessoais do dono da empresa.
A maioria (69,6%) das empresas atacadistas do Estado atualizam e renovam continuamente o mix de produtos ofertados. Os demais 30,4% não variam o portfólio de produtos na temporalidade adequada. A renovação do mix se dá, na maior parte, por indicação dos próprios clientes (60%) e por meio de análise do mercado (51,9%).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia