Porto Alegre, domingo, 15 de março de 2020.
Dia Mundial do Consumidor. Dia da Escola.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

mercado financeiro

04/04/2018 - 13h55min. Alterada em 04/04 às 13h55min

Bolsas da Europa fecham em baixa com tarifas da China aos EUA, mas Londres destoa

A maioria dos mercados acionários europeus fechou em queda na sessão desta quarta-feira, à exceção da Bolsa de Londres, que destoou de seus pares no continente e foi a única a fechar em alta, ainda que ligeira. Os negócios na região foram amplamente pautados pelo anúncio da China de uma tarifação de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos dos Estados Unidos, incluindo soja, carros, aviões e químicos.
A maioria dos mercados acionários europeus fechou em queda na sessão desta quarta-feira, à exceção da Bolsa de Londres, que destoou de seus pares no continente e foi a única a fechar em alta, ainda que ligeira. Os negócios na região foram amplamente pautados pelo anúncio da China de uma tarifação de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos dos Estados Unidos, incluindo soja, carros, aviões e químicos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou esta quarta-feira em baixa de 0,47%, aos 367,33 pontos. Os subíndices mais penalizados foram os de tecnologia e bens industriais e de consumo, que caíram 1,70% e 1,07%, respectivamente.
O mais recente desdobramento da disputa comercial entre Washington e Pequim se aliou a indicadores econômicos na zona do euro, que deixaram as bolsas da região no vermelho. A inflação anual ao consumidor na zona do euro acelerou de 1,1% em fevereiro para 1,4% na comparação anual de março, de acordo com dados preliminares da Eurostat.
Com isso, o dado se aproxima mais a meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de um índice de preços ligeiramente inferior a 2%. Já a taxa de desemprego da região caiu de 8,6% em janeiro para 8,5% em fevereiro, no menor nível desde dezembro de 2008.
Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou com avanço de 0,05%, para 7.034,01 pontos. A renovação dos temores comerciais envolvendo a China derrubou ações de mineradoras listadas nesta praça, como as da Glencore (-3,16%) e da Anglo American (-3,17%).
Mas o noticiário corporativo ajudou os papéis da Wm Morrison Supermarkets, que tiveram ganho de 2,87% após dados da Kantar Worldpanel mostrarem aumento de 2,4% das vendas da rede varejista nas 12 semanas encerradas em 25 de março. Os da Shire (+2,64%) também subiram, ainda sob a expectativa de investidores de que uma oferta para adquirir a farmacêutica venha da japonesa Takeda. Além disso, a petroleira BP (+0,48%) fechou o pregão no azul, com o fôlego conferido pela desaceleração das perdas do petróleo.
Em Frankfurt, o DAX 30 recuou 0,37%, para 11.957,90 pontos, testando novamente uma queda abaixo da marca psicologicamente importante dos 12 mil pontos. Por lá, destacaram-se as baixas das ações da tech de semicondutores Infineon (-3,01%) e da Lufthansa (-2,92%), penalizadas pelo mau humor com a retaliação tarifária chinesa aos EUA.
O CAC-40, da Bolsa de Paris, perdeu nesta quarta 0,20%, aos 5.141,80 pontos. Na praça francesa, os papéis do Crédit Agricole caíram 0,64%. O banco anunciou nesta quarta que, por determinação do BCE, dará fim até setembro ao pagamento de dividendos de lealdade aos acionistas elegíveis a essa compensação.
Em Madri, o Ibex-35 fechou em baixa de 0,38%, aos 9.513,30 pontos. Já o PSI-20, da Bolsa de Lisboa, cedeu 0,19%, aos 5.373,22 pontos.
Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB encerrou com perda de 0,30%, aos 22.442,78 pontos. Outra companhia afetada pela tarifação de Pequim, a Fiat Chrysler viu suas ações perderem 0,54%, enquanto as do Banca Carige subiram 1,23%.