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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

04/04/2018 - 09h04min. Alterada em 04/04 às 09h17min

Petróleo opera em queda com escalada de tensões comerciais entre EUA e China

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quarta-feira (4), em meio a uma escalada das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.
Às 8h30min, o barril do tipo Brent com vencimento em junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caía 1,38%, a US$ 67,20, enquanto o WTI para maio, negociado na New York Continental Exchange (Nymex), recuava 1,48%, a US$ 62,57.
Na madrugada desta quarta-feira (4), a China anunciou tarifas de 25% a um total de 106 produtos dos EUA, avaliados em US$ 50 bilhões. Além de soja e veículos, as medidas também afetam as vendas de aeronaves, produtos químicos, sorgo e carne bovina.
A medida retaliatória acontece um dia depois do governo Trump divulgar uma lista de aproximadamente 1.300 produtos chineses que devem ser tarifados pelo governo americano. Em comunicado, a Casa Branca propôs um imposto adicional de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos importados da China, a menos que Pequim faça grandes concessões comerciais e de investimentos em breve.
"É tudo sobre o cenário macro agora", disse Harry Tchilinguirian, chefe de estratégia de commodities no BNP Paribas. "Há um mar vermelho nas telas de bolsas e o petróleo, como ativo de risco, está caindo também", afirmou.
Além disso, um ingrediente adicional que contribui para a queda do petróleo é o anúncio da descoberta de um novo poço pelo Bahrein. Segundo o ministro de petróleo do país, a reserva tem potencial para produzir 80 bilhões de barris, o que pode afetar a ainda instável relação de oferta e demanda da commodity.
Os barris já vinham apontando queda devido às estimativas do American Petroleum Institute (API) sobre estoques dos EUA. No fim da tarde de ontem, o instituto apontou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve queda de 3,3 milhões de barris na última semana, o que tenderia a sustentar os preços da commodity. O API, no entanto, também apontou aumentos nos estoques de gasolina (1,1 milhão) e de destilados (2,2 milhões). Nesta quarta, o Departamento de Energia (DoE) publica o levantamento oficial sobre estoques americanos. 
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