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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Alterada em 02/04 às 21h26min

'Vamos empoderar os bancos menores', diz Ilan

Presidente da instituição defendeu a competição bancária no País

Presidente da instituição defendeu a competição bancária no País


TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O Banco Central (BC) está trabalhando para reduzir o custo do crédito no País, afirmou ontem Ilan Goldfajn, presidente da autoridade monetária. Ele destacou que a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, está no patamar mais baixo da série histórica, em 6,5%, enquanto a taxa de juros média da economia está em torno de 21,7% ao ano, segundo o Indicador de Custo de Crédito (ICC) de fevereiro. A intenção do BC é de que o custo do crédito desça a níveis comparáveis internacionalmente.
"Temos preocupação que o custo de crédito convirja no Brasil para nível mais parecido com o resto do mundo", afirmou ele, durante o seminário A retomada do crescimento, promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. "Se conseguirmos atacar todos os custos, as taxas de juros vão cair", completou.
O economista argumentou que um dos instrumentos que vão ajudar a redução desses custos é aumentar a competição bancária, e, para isso, o governo pretende "empoderar bancos pequenos e médios".
Ilan lembrou que as famílias pagam mais pelo crédito bancário do que as empresas, com taxas de 27,3% ao ano e 15,5% ao ano, respectivamente. "As concessões de crédito estão começando a subir", garantiu Ilan. "Um fenômeno muito importante do ano passado, que é o mercado de capitais, teve papel de substituir a fonte de financiamento das empresas", citou o executivo, lembrando que as emissões de debêntures e notas promissórias cresceram 90%, embora tenham sido ajudadas pela base de comparação fraca do período de recessão.
Ilan enumerou outras medidas que o Banco Central conduziu no sentido de avançar na agenda da autoridade monetária, como a aprovação da Taxa de Longo Prazo (TLP) para os empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e a mudança no rotativo do cartão de crédito, que resultou em taxa mais baixa ao consumidor. "Muitos dos avanços que ocorreram foram avanços de décadas."

Caixa priorizará habitação,afirma novo presidente do banco

Cerca de R$ 82 bilhões serão direcionados ao setor imobiliário

Cerca de R$ 82 bilhões serão direcionados ao setor imobiliário


CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/DIVULGAÇÃO/JC
O novo presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, afirmou ontem que existe um grande espaço para a expansão do crédito habitacional, uma vez que a carteira total não chega ao equivalente a 10% do Produto Interno Bruto brasileiro. Ele informou que a instituição tem, neste ano, R$ 82 bilhões para financiar imóveis, o mesmo montante do ano passado. Mas, já em 2017, a concessão de crédito precisou ser suplementada e chegou a R$ 86 bilhões.
"O crédito habitacional é o grande gerador de emprego e renda", disse. "Tenho o dever de dar continuidade ao trabalho de Gilberto Occhi e saber que a economia, para ter um desenvolvimento contínuo, tem de gerar emprego e renda."

Temer encaminha nome de Carolina Barros para o BC

O presidente Michel Temer encaminhou ao Senado o nome de Carolina de Assis Barros, que foi indicada exercer o cargo de diretora de Administração do Banco Central. O nome de Carolina foi escolhido no dia 22 de março para substituir o diretor Maurício Moura, que irá assumir a Diretoria de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, no lugar de Isaac Sidney, que está deixando o cargo.
A mensagem sobre o encaminhamento do nome da indicada ao Senado está publicada no Diário Oficial da União ontem. Carolina é servidora de carreira do BC, e seu nome deverá ser apreciado e confirmado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e também aprovado pelo plenário da casa para que ela possa assumir o cargo.
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