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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Assembleia Legislativa

Notícia da edição impressa de 28/03/2018. Alterada em 28/03 às 08h21min

Deputados aprovam reajuste de 1,81% no mínimo regional

Aumento de 2018 aprovado pela maioria dos deputados ficou 0,2% abaixo da inflação

Aumento de 2018 aprovado pela maioria dos deputados ficou 0,2% abaixo da inflação


GUERREIRO/AGÊNCIA ALRS/JC
Marcus Maneghetti
Apesar de deputados estaduais - da base aliada e da oposição - terem apresentado duas emendas propondo reajustes maiores ao salário-mínimo regional na sessão de ontem da Assembleia Legislativa, a maioria dos deputados estaduais aprovou o índice proposto pelo governo José Ivo Sartori (PMDB), de 1,81%, no piso regional, mesmo reajuste do salário-mínimo nacional. O aumento de 2018 ficou 0,2% abaixo da inflação, que, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulou 2,07% no ano passado.
Apesar disso, o líder do governo no Parlamento, Gabriel Souza (PMDB), afirmou que o piso pode receber novo reajuste até o final do ano - caso o governo federal modifique o cálculo de correção do salário-mínimo nacional. "Parece que o governo federal vai modificar esse cálculo, tendo em vista a volta do crescimento econômico do País, o governo do Estado se compromete em enviar um novo projeto (de reajuste do piso salarial) para esta casa", garantiu Souza.
Caso não haja nova correção, Sartori vai ser o primeiro governador que reajustou o piso abaixo da inflação - acumulando 0,7% de perdas no mínimo regional, em relação à inflação medida pelo INPC. O autor de uma das emendas, Luiz Fernando Mainardi (PT), propôs reajuste de 4,17%.
"As centrais sindicais me procuraram e apresentaram esse índice, que apenas recompõe as perdas salariais dos últimos anos. Se Sartori aprovasse isso, poderia dizer, pelo menos, que o piso regional não desvalorizou na sua gestão", disse Mainardi.
Buscando um meio-termo entre o percentual do Palácio Piratini e o de Mainardi, os deputados Elton Weber (PSB) e Ciro Simoni (PDT) apresentaram uma emenda sugerindo 2,95% de reajuste. Weber faz parte da base aliada. "Nossa proposta corresponde à reposição da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que é o índice que repõe o poder de compra do trabalhador. Mas o governo não aceitou nossa sugestão", lamentou Weber.
Depois de aprovado o reajuste do governo, Souza justificou o índice, dizendo que o governo do Estado tem adotado a mesma correção proposta pelo governo federal ao salário-mínimo nacional. Quanto às emendas, sustentou: "Não podemos dar um reajuste muito pesado para os empregadores, sob pena de aumentar o desemprego entre os trabalhadores, em vez de aumentar seu poder aquisitivo".
Com 1,81% de correção, a primeira das cinco faixas salariais fica em R$ 1.196,47. A quinta fica em R$ 1.516,26. Em outros estados, a correção foi maior. Em Santa Catarina, empresários e sindicalistas chegaram a um acordo em torno de 2,95% de reajuste, elevando a primeira faixa salarial para R$ 1.110,00. Em São Paulo, o reajuste foi de 2,99%, elevando a faixa inicial para R$ 1.108,38. E, no Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa aprovou aumento de 5%.
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