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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 21/03/2018. Alterada em 20/03 às 21h20min

Direitos humanos são de todos

Luiz Fernando Barbosa dos Santos
Esse artigo até poderia ser sobre a vereadora Marielle Franco, mas não é. Também não é sobre Bolsonaro ou Trump, a esquerda ou a direita. É sobre todos os seres humanos. Faço um desabafo diante do crescente pensamento que, de forma simplista e perigosa, vem desconsiderando conquistas históricas da humanidade. É comum ouvir que os direitos humanos servem para defender bandidos. Essa falaciosa afirmação, que encontra eco em diversos setores sociais, rasga uma história de luta permanente pela dignidade da pessoa humana, pela proteção dos indivíduos contra regimes autoritários e pela consolidação das liberdades individuais.
Os direitos humanos estão presentes no nosso cotidiano, algumas vezes de forma quase imperceptível. Estão na liberdade de ir e vir, na liberdade de expressão e manifestação (assegurando, inclusive, o direito de criticar os próprios direitos humanos) e no direito de eleger representantes políticos. Também ocorrem quando exigimos do poder público bons serviços de saúde, educação e segurança. Manifestam-se no direito ao trabalho, bem como na garantia de lutar contra a intervenção excessiva do Estado nas nossas vidas. Revelam-se no combate à homofobia, ao racismo e a outras formas de preconceito, no direito à acessibilidade e nas questões de gênero.
Eles são amplos, universais e inalienáveis. Os direitos humanos não pertencem a partidos, ideologias ou determinados grupos de pessoas. Portanto não é crível que possamos ser contra essas garantias que foram conquistadas - e continuam sendo! - à custa de muitos esforços individuais e coletivos. A construção de um País mais seguro, livre, justo, tolerante e plural depende da afirmação, e não da negação, dos direitos humanos. Que construamos uma nova sociedade, mas não esqueçamos das barbáries do passado. E que, também, não façamos tábula rasa da história e das conquistas de toda a humanidade.
Procurador do Estado
 
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Comentários
Francisco Berta Canibal 28/03/2018 06h55min
Bom o artigo Direitos Humanos do S. Barbosa Procurador do Estado. A segunrança, que atribuída ao Estado, e não consegue deter a violência . Começa que moeda, muito mau quardada, é disp. aos bandidos. Caixas 24 hs, bancos sem estrutura para tal, Estamos assistindo terrorismo, em cidades do RGSUL, todo o dia, a moeda corrente esta mau quardada. Vivemos, A. dos Ratos, Butiá, C. Grande etc...todo o dia, a irresp. dos Bancos e o BC, sem deposit. moeda c. em lugar seguro. pensem.