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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 20/03/2018. Alterada em 19/03 às 21h06min

Como resolver a judicialização da saúde

Juliano Chibiaque
Os processos contra médicos já deixaram de ser notícia. A facilidade na divulgação de insatisfações dos usuários de diferentes sistemas de saúde através dos meios eletrônicos, além da exposição do profissional, gera um desgaste nas relações médicos - pacientes, muitas vezes irrecuperáveis. A boa prática médica sempre será respeitada e priorizada pelas entidades representativas. No entanto, em levantamentos recentes citados pelas câmaras técnicas dos Conselhos Regionais de Medicina nos fornecem alguns dados curiosos e muito preocupantes. O pouco tempo de formados dos médicos envolvidos nas citações e as causas que, em um bom número, são resultados de desgaste físico e emocional por parte do profissional, impulsionado por um paciente também com suas necessidades e crítico/vítima de um sistema de saúde com falhas. Ingredientes suficientes para o desacordo, nos processos tudo é possível, do tom de voz ao vestuário que desagradaram o acusante.
Não nos cabe aqui discutir o mérito que levou e leva a opção da ação judicial, quem opta por essa via tem suas causas e ao acusado cabe a sua defesa.
Contudo, nessas situações, a prática da medicina é de certa forma quebrada. Poucos sentimentos se igualam a proposta humanitária de ajudar a quem precisa. Se olharmos sob essa óptica, o profissional médico tem esse atributo e esse benefício: diariamente pode ajudar a quem precisa. Entretanto, o conjunto de ações que deve ser promovidos a fim de que haja uma melhora dessas relações e consequente redução das resoluções exclusivas por via judicial, são inúmeros, mas todos exequíveis. São necessárias, também, políticas públicas de médio e longo prazo, em que sejam respeitados os orçamentos designados aos projetos aprovados, e não seja fruto do anseio momentâneo do grupo que está governando. A saúde dos cidadãos é maior que tudo isso! Defendemos que os médicos tenham um plano de carreira com vistas a permanência no interior dos estados. Esta seria uma das formas de ajustes nessa situação. Sejamos honestos, o que as redes sociais e o que lemos desse desgaste que já deixaram de ser novidade são consequência de um sistema falho, mas não a causa dele. As responsabilidades devem ser sim assumidas a fim de evitar que o desnecessário se torne banal.
Diretor de Comunicação da Amrigs
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