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Porto Alegre, domingo, 18 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 19/03/2018. Alterada em 18/03 às 21h15min

Petrobras e seus monumentais déficits

Darcy Francisco Carvalho dos Santos
A imprensa está noticiando que a Petrobras registrou, em 2017, um prejuízo de R$ 446 milhões, o que, isoladamente, poderia causar estranheza com os constantes reajustes dos combustíveis ocorridos nos últimos meses. Era de esperar um enorme superávit. Diante disso, resolvemos examinar os balanços da empresa, quando ficamos estarrecidos com os números neles encontrados. A Petrobras obteve altos lucros em 2012 e 2013, de R$ 21,2 bilhões e R$ 23,6 bilhões, respectivamente.
A partir de 2014 e 2015, foi quando ocorreu o grande descalabro, com déficits sucessivos de R$ 21,6 bilhões e R$ 34,8 bilhões, respetivamente. Em 2016, embora grande, o déficit foi reduzido por mais da metade em relação ao ano anterior, caindo para R$ 14,8 bilhões. Para termos uma dimensão desses números, fazemos uma comparação com uma grandeza mais familiar nossa. Compararemos, então, com a receita corrente líquida do RS, considerada como tal a receita que fica com o Estado após as transferências legais e constitucionais, que, em 2015, foi de R$ 32 bilhões. Se observarmos que a empresa saiu de um superávit, em 2013, de R$ 23,6 bilhões para um déficit de R$ 34,8 bilhões, o rombo, nesses dois anos, foi de R$ 58,4 bilhões, ou 1,8 vez a receita líquida de nosso Estado. O endividamento líquido passou de R$ 148 bilhões, em 2012, para R$ 354 bilhões em 2016, crescimento nominal de 140% e real de 75%. Voltando à comparação com o RS, ele foi em torno de seis vezes nossa dívida com a União. Embora seja uma das maiores empresas do Brasil, estamos fazendo uma comparação com um Estado, que tem 11 milhões de habitantes.
As causas que levaram a esse debacle empresarial vão desde a corrupção desenfreada aos erros administrativos de uma diretoria que foi colocada na empresa para atender aos interesses pessoais ou partidários que nada tinham a ver com os interesses da organização. Que esses números sirvam de exemplo para que essas coisas não mais aconteçam!
Economista
 
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