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Porto Alegre, terça-feira, 17 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Rússia

Edição impressa de 19/03/2018. Alterada em 17/07 às 17h39min

Putin é reeleito presidente da Rússia

Putin teve 76% dos votos, um recorde desde o fim da União Soviética

Putin teve 76% dos votos, um recorde desde o fim da União Soviética


/MLADEN ANTONOV/AFP/JC
Vladimir Putin foi, como previsto, reeleito presidente da Rússia, e com uma votação 10 pontos percentuais acima do seu resultado em 2012, segundo pesquisa de boca de urna divulgada pelo Instituto FOM. Com o novo mandato até 2024, ele ficará 24 anos no cargo, já que foi eleito pela primeira vez em 2000, e só perderá para o ditador soviético Josef Stálin (de 1925 a 1953) em longevidade no poder desde o fim do império russo, em 1917.
Com 50% das urnas apuradas, Putin liderava a votação com 75,01% dos votos, enquanto a pesquisa divulgada após a votação indicava vitória do presidente com 73,9%. Em segundo lugar vem o candidato do Partido Comunista, Pavel Grudinin, com apenas 11,2%, seguido por Vladimir Jirinovski (Partido Liberal Democrático), com 6,7%. A surpresa foi a Ksenia
Sobchak, socialite e jornalista que, na pesquisa, marcou 2,5% - vinha pontuando abaixo de 1% em sondagens anteriores.
No entanto, o objetivo de repetir ou superar os 65% de comparecimento às urnas da eleição passada não deu certo, apesar da intensa propaganda do governo e de pressões variadas sobre grupos como funcionários públicos. Segundo a Comissão Eleitoral Central, o comparecimento ficou um pouco abaixo, na casa dos 60%. O dado não é final, porque ainda há contagem em vários pontos do país, que tem nada menos que 11 fusos.
Denúncias de fraudes se multiplicaram e foram amplamente registradas pelo sistema de monitoramento por câmeras das seções eleitorais, dando materialidade aos relatos de oficiais colocando votos retirados de gavetas diretamente nas urnas. A comissão diz que vai invalidar votos de todas as seções com fraudes comprovadas.
A abstenção era a única preocupação de Putin em um pleito para o qual ele era amplamente favorito. O ano de 2017 viu surgir um movimento de oposição baseado em convocações pela internet, liderado pelo ativista Alexei Navalni, que promoveu atos gigantescos em toda a Rússia. Com isso, houve um crescimento na abstenção nas eleições municipais e regionais realizadas em alguns lugares em setembro. Em Moscou, só 14% apareceram para votar. Neste domingo, foram 52%
Em rápido discurso feito na Praça Vermelha, em Moscou, o líder russo agradeceu o apoio dos eleitores. Ele expressou esperança de um "trabalho frutífero que resultará em sucesso no futuro" e enfatizou a importância da unidade nacional, ao afirmar que deseja garantir a confiança dos que votaram em outros candidatos.
"Temos de avançar. É muito importante que, quando o fizermos, as diferentes forças políticas não sejam guiadas pelos interesses de grupos, mas sim pelos interesses nacionais", comentou. Putin ainda disse a repórteres que considera importante o entendimento de que "há muitos desafios pela frente".
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