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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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direitos humanos

Notícia da edição impressa de 09/03/2018. Alterada em 08/03 às 20h31min

Dia da Mulher é marcado por marchas no mundo todo

Na Espanha, mais de 5 milhões de manifestantes foram às ruas

Na Espanha, mais de 5 milhões de manifestantes foram às ruas


/PAU BARRENA/AFP/JC
No primeiro Dia Internacional da Mulher desde a eclosão da campanha "Me Too" ("Eu Também", em inglês), que denuncia crimes sexuais e assédio, milhares de pessoas foram às ruas ao redor do mundo, nesta quinta-feira, para pedir igualdade salarial entre os gêneros e combate ao assédio.
Para denunciar a diferença salarial entre os gêneros, o jornal francês Libération decidiu cobrar 25% a mais de seus leitores homens pela edição desta quinta-feira - mulheres ganham 24% a menos no país, segundo pesquisa recente do Observatório da Desigualdade, ONG que estuda a questão e à qual serão doados os ganhos do jornal com o preço mais caro para leitores do sexo masculino. "Uma punição? Não. Uma contribuição", dizia a capa da publicação.
Na Espanha, 5,3 milhões de mulheres participaram de uma greve em apoio ao tema, segundo os sindicatos que organizaram a ação. Na Rússia, onde a data é feriado nacional, houve apenas uma manifestação solitária. A candidata à presidência Ksenia Sobchak fez um ato em frente à Duma (equivalente a Câmara dos Deputados) pedindo a renúncia do parlamentar Leonid Slutsky, acusado de assédio.
Já na Ásia, diversas cidades realizaram protestos, incluindo Seul, na Coreia do Sul, onde centenas de pessoas foram às ruas vestidas de preto para criticar a violência sexual. A capital indiana, Nova Déli, também teve um ato, no qual estudantes, professoras e prostitutas marcharam juntas pedindo o combate à violência doméstica e ao abuso sexual e o fim da descriminação salarial. O grupo carregou cartazes com frases como "meu corpo, minhas regras" e "seja homem o suficiente para dizer não ao abuso doméstico".
Em Manila, capital das Filipinas, manifestantes vestidas de rosa e roxo tiveram como principal alvo o presidente Rodrigo Duterte, acusado de uma série de abusos de direitos humanos. Cabul, no Afeganistão, também teve um ato, com a participação de centenas de mulheres. Elas comemoraram o direito de celebrar o Dia Internacional da Mulher - o que era proibido durante o regime do Talibã - e pediram mais segurança e acesso à educação.
 
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