Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 29 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Farmácia

Notícia da edição impressa de 29/03/2018. Alterada em 29/03 às 14h53min

Correios distribuirão medicamentos no Rio Grande do Sul

Atual sede da Farmácia do Estado sofre de problemas estruturais e de armazenamento

Atual sede da Farmácia do Estado sofre de problemas estruturais e de armazenamento


MARCO QUINTANA/JC
Suzy Scarton
A Farmácia de Medicamentos Especiais (FME) do Estado, no Centro de Porto Alegre, não deve mudar de sede tão cedo. A troca de prédio - hoje na avenida Borges de Medeiros, 526 - é uma promessa antiga de governantes devido aos problemas estruturais da edificação e às más condições de armazenamento de medicamentos. O governo de José Ivo Sartori, no entanto, decidiu priorizar a modernização da logística de distribuição de medicamentos, deixando a mudança de sede em segundo plano.
Hoje, o caminhão da Secretaria Estadual da Saúde (SES) faz um roteiro semanal, levando medicamentos fornecidos pelo Estado às coordenadorias regionais. Os municípios do entorno de cada uma delas são responsáveis pela busca, mas nem sempre essa movimentação dá certo, visto que, às vezes, não há motorista ou carro para fazer a viagem. Para solucionar esse problema, a SES vem elaborando uma parceria com uma empresa que tenha capacidade de realizar essas entregas, conforme foi antecipado pelo secretário João Gabbardo dos Reis à reportagem do Jornal do Comércio em janeiro.
De acordo com o diretor-geral da SES, Francisco Bernd, a pasta pretendia abrir uma licitação para terceirizar todo o serviço de logística e entrega de medicamentos aos municípios, bem como a retirada por parte da população em um local fixo. No entanto, como a liberação de um edital envolve burocracia, a SES decidiu realizar a contratação via dispensa de licitação com empresa estatal - no caso, os Correios. "Contratar uma empresa para levar medicamentos a todos os municípios sairia muito caro. Conseguiremos fazer isso pela metade do valor que seria envolvido em uma licitação pública", argumenta.
Segundo Bernd, o contrato foi submetido ao setor jurídico dos Correios. Se for aprovado pela empresa, será encaminhado à Procuradoria-Geral do Estado para assinatura. A primeira etapa do contrato, que foi dividido em três fases, envolverá a interação entre os servidores dos Correios e os da SES. Posteriormente, a demanda será absorvida pelos Correios, em área própria ou locada pela empresa - e é aí que entra a fase de transferência da sede da farmácia e dos depósitos da SES. "Ainda não há nada certo quanto a isso, mas é provável que a distribuição de medicamentos à população seja no próprio prédio dos Correios", pondera Bernd.
Segundo a pasta, a população não será prejudicada, e os servidores da SES tampouco serão dispensados, apenas realocados para funções administrativas. Há, ainda, uma preocupação com relação à capacidade dos Correios, que, recentemente, se mostraram insatisfeitos com a quantidade de servidores. "Pelo contrato, há o compromisso de sermos atendidos da mesma forma que o serviço de Sedex, não como encomenda comum. Mas mesmo um prazo precário dos Correios seria superior à nossa condição de hoje", explica Bernd, garantindo que as melhorias na FME são um "compromisso de governo" e que devem ser entregues até o final deste ano.
Em nota, os Correios confirmaram que as negociações com a SES devem prosseguir nas próximas semanas. "A empresa já apresentou à secretaria a operação logística necessária para a realização do serviço, conforme as necessidades informadas, e, agora, está na fase final de ajustes com o órgão estadual. Os Correios realizarão esse serviço com logística dedicada da empresa, o que compreende equipe específica, garantindo a qualidade da operação, a exemplo do que já é feito em Minas Gerais, com o projeto Remédio em Casa", afirma o texto. A expectativa da é que, fechada a negociação, a operação seja iniciada até 90 dias após a assinatura do contrato.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Sergio 29/03/2018 09h07min
Ferrou de vez! Se nem correspondência entregam, como esse vulto consegue ter uma ideia dessas? Quem será o responsável pelos óbitos? Delegar para uma empresa falida, desacreditada isso é crime.