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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 16/03/2018. Alterada em 15/03 às 21h45min

Força-tarefa reduz índices de roubo em ônibus

Para Mohr, ideia de que aumento de efetivo não coíbe crimes é falsa

Para Mohr, ideia de que aumento de efetivo não coíbe crimes é falsa


/CLAITON DORNELLES/JC
Igor Natusch
Próximo de completar dois anos, a força-tarefa que busca reprimir os crimes envolvendo o transporte coletivo em Porto Alegre aponta a queda no número de roubos dentro dos ônibus. Segundo dados apresentados pela Brigada Militar (BM) e pela Polícia Civil, integrantes da Força-Tarefa Contra Roubos a Transporte Coletivo, foram registradas 102 ocorrências do tipo em janeiro deste ano na Capital, contra 166 no mesmo período de 2017 - uma queda de 38,5%. Em fevereiro, a queda imediata foi ainda mais acentuada: são 74 ocorrências em 2018, enquanto o ano passado teve 203 incidentes registrados - um percentual de 63,5%.
Os números foram apresentados na quinta-feira, durante evento do Fórum Transporte Seguro, que reúne órgãos de segurança, representantes das empresas de ônibus, sindicatos e órgãos públicos do setor. Contando também os índices de 2016, ano em que a força-tarefa começou a atuar, os percentuais são ainda mais significativos, com queda de 71,98% nos meses de janeiro e de 75,17% em fevereiro.
Embora tenha sido instituída em março de 2016, a equipe, com sede na 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, só começou, de fato, suas atividades a partir do mês seguinte daquele ano. A atuação é focada em ações integradas, além de investir em operações ostensivas e na utilização de efetivo exclusivo. Durante o anúncio dos índices, o chefe da Polícia Civil gaúcha, delegado Emerson Wendt, confirmou que existe o plano de estender a força-tarefa para a Região Metropolitana, com enfoque nos municípios de Gravataí e Viamão.
"Quem sai ganhando com esse trabalho é a população", comemora o chefe do Estado Maior da BM, tenente-coronel Rodrigo Mohr Picon. Segundo ele, a interação diária entre os integrantes da força-tarefa faz com que a troca de informações se torne algo natural, ampliando a eficiência das ações.
A maior presença de policiais na Capital, em especial, a partir do reforço trazido pela Operação Avante, também influencia. "A ideia de que o aumento de efetivo não diminui criminalidade é falsa, e isso está provado", acentua Mohr. "O criminoso comete o roubo a partir de um cálculo de risco, e a presença da polícia pesa no sentido de desencorajá-lo. O reforço de efetivo é primordial para uma ação duradoura contra a criminalidade."
Um dos coordenadores da força-tarefa, o delegado Carlos Henrique Braga Wendt reforça o pioneirismo da medida, já que o órgão é o primeiro no País dedicado exclusivamente a solucionar crimes relacionados ao transporte coletivo. "Quando a iniciativa teve início, alguns indivíduos roubavam dez ou mais ônibus por dia, na mesma avenida, pela certeza que tinham de que não haveria punição." Um dos eixos do trabalho, explica, é justamente investigar os detidos, de forma a garantir que fiquem presos pelo maior tempo possível. Isso, afirma Braga, faz com que caiam os índices de reincidência associados a esse tipo de ocorrência.
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Comentários
Sérgio Wolff 16/03/2018 14h37min
Parabenizo o trabalho da BM/PC pela redução desse inaceitável delito. Mas, acredito que muitas ocorrências fiquem de fora destas estatísticas. Muito a que se fazer começando pelos permissionários que, em muitas ocasiões não comunicam os assaltos, não cobram de seus funcionários. Fui vítima de assalto em lotação alguns meses atrás e depois de feito o BO (dos assaltados só eu fiz) e ido na delegacia especializada, esta não tinha nenhuma informação do roubo pq a empresa não comunicou.